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23º FFestival Ibérico de Cinema Badajoz / participação curtas-metragens portuguesas

Festival Ibérico de Cinema, a decorrer em Badajoz, de 19 a 23 de Julho. Das 19 curtas-metragens a concurso, 4 são portuguesas.

 

SEÇÃO OFICIAL A CONCURSO FIC 2017

QUATRO CURTAS-METRAGENS PORTUGUESAS A CONCURSO NO 23º FESTIVAL IBÉRICO DE CINEMA DE BADAJOZ, DE 19 A 23 DE JULHO

Quatro Curtas-metragens portuguesas foram selecionadas, junto com outros 16 trabalhos de realizadores espanhóis, para participar no 23º Festival Ibérico de Cinema de Badajoz, uma referência na Península Ibérica, que se celebrará no teatro López de Ayala de 19 a 23 de julho. Estes trabalhos foram selecionados entre os 429 que concorreram, dos quais 25 eram portugueses.

As quatro curtas selecionadas são ‘Estilhaços’, de José Miguel Ribeiro; ‘Fim de Linha’, de Paulo D’Alva e António Pinto; ‘Menina’, de Simão Cayatte; e ‘Final call’, de Sara Barbas. O comité selecionador do 23º Festival Ibérico de Cinema destacou o elevado nível técnico dos trabalhos portugueses assim como a aposta de Portugal por um género de cinema vanguardista e arriscado

Dos quatro trabalhos de Portugal que concorrem na seção oficial, três são de animação, os únicos do certame nesta categoria.

‘Final Call’ é uma animação tradicional e a ação decorre num aeroporto onde se conta uma relação sentimental protagonizada por animais, enquanto ‘Estilhaços”, de José Miguel Ribeiro, que já ganhou o Onofre numa outra edição do festival, mostra a guerra desde o ponto de vista de um pai e um filho, realizado com uma vanguardista técnica de colagem. ‘Fim de linha’ é uma visão poética do abandono de antigas linhas de caminho-de-ferro.

‘Menina’ é a única curta-metragem portuguesa que não é de animação. A ação decorre durante a ditadura de Salazar e as personagens principais são um casal, sendo o marido um membro da PIDE.

O comité selecionador destacou a enorme variedade de géneros e assuntos tratados pelas curtas-metragens apresentadas ao 23º Festival Ibérico de Cinema, em grande parte ligados à realidade mais atual. Temas como o islamismo, a ecologia, os trabalhadores imigrantes, a terceira idade ou a violência doméstica, são abordados desde diferentes pontos de vista, desde o intimismo à comédia. Há histórias de amor pouco convencionais e pontos de vista muito originais sobre as relações entre pessoas, assim como as que apareceram com as novas tecnologias

O diretor do Festival Ibérico de Cinema, Alejandro Pachón, acredita que “a seleção deste ano é mais comercial em relação a outras edições, no sentido de que está desenhada para um público maioritário, embora no comité de seleção continue a predominar o nível técnico e de narrativa por cima de qualquer outra consideração temática ou conjuntural”.

As 19 curtas-metragens que passaram à seção oficial, 15 de Espanha e 4 de Portugal, concorrem ao Prémio Onofre à Melhor Curta-metragem, dotado com 3.000 euros, assim como aos Prémios do Público de Badajoz, Olivença e San Vicente de Alcántara, dotados com 800 euros cada um. Este último município participa pela primeira vez como extensão do Festival. Este ano será também atribuída uma quantia económica aos Prémios à Melhor Interpretação Masculina e Feminina, graças ao patrocínio da Fundação AISGE (Artistas Intérpretes, Sociedad de Gestión), e os vencedores receberão 500 euros.

No resto das modalidades, como melhor diretor/a, melhor argumento, música original e fotografia ou o Prémio do júri Jovem do festival, formado por estudantes universitários, recebem uma estatueta.

As curtas-metragens a concurso 

Curtas-metragens espanholas selecionadas para a seção oficial do festival:

AINHOA (18’) de Iván Sáinz-Pardo (ESP)

AMANECER (13’) de Daniel León Lacave (ESP)

AUSTRALIA (14’) de Lino Escalera (ESP)

EL HOMBRE DE AGUA DULCE (18’) de Álvaro Ron (ESP)

HASTA LUEGO, CARIÑO (12’) de Antonello Novellino (ESP)

LETHE (20’) de Eric Romero (ESP)

RAWAN 16/07 (13’) de Miguel Parra (ESP)

SÉ LO QUE QUIERAS (10’) de Marisa Crespo y Moisés Romera (ESP)

ULISES (17’) de Aitor Gutiérrez (ESP)

ZONA-84 (20’) de Lonan García (ESP)

VAMPIRO (20’) de Álex Montoya (ESP)

LABORABLE (17’) de Alejandro Marín (ESP)

17 AÑOS JUNTOS (14’) de Javier Fesser (ESP)

LAS VACAS DE WISCONSIN (15’) de Sara Traba (ESP)

THE APP (16’) de Julián Merino

Curtas-metragens portuguesas selecionadas para a seção oficial:

ESTILHAÇOS (18’) de José Miguel Ribeiro (PORT)

FIM DE LINHA (11’) de Paulo D’Alva y António Pinto (PORT)

MENINA (15’) de Simão Cayatte (PORT)

FINAL CALL (14’) de Sara Barbas (PORT)

As curtas da região da Extremadura selecionadas para o Prémio Filmoteca da Extremadura são:

NERÓN (17’) de Rubi Stein (Badajoz)

EL ESCONDITE (5’) de Ismael Chaka (Badajoz)

DUELOS (9’) de Yolanda Román (Navalmoral)

*5105 HISTÓRIA DE UMA FUGA DE MAUTHAUSEN (29’), documentário de Diego González Pérez. Fora de concurso, mas será projetado pela sua qualidade e o enorme interesse da história que conta.

Alem das sessões oficiais, a programação do festival inclui projeções de filmes fora de concurso, a realização de workshops de cinema, e outras atividades.  

 

Teresa Rainha