43% dos portugueses não querem pagar mais por um veículo elétrico

O Observador Cetelem 2012 revela que cerca de metade dos consumidores portugueses (43%) não deseja gastar mais na compra de um veículo elétrico do que na compra de um térmico. O estudo revela ainda que os inquiridos que estão dispostos a fazer um esforço financeiro, não querem pagar mais do que 30% em relação ao veículo térmico.
Os mais reticentes quanto ao esforço financeiro são os britânicos: 67% não pretendem gastar mais para passar ao veículo elétrico). Os turcos são nitidamente os mais otimistas: 62% aceitam gastar para além de 10% a mais na aquisição de um veículo elétrico. Já a média europeia revela que o consumidor que não tem intenções de pagar mais por um veículo elétrico situa-se nos 49%.
Compra ou aluguer da bateria: o que preferem os portugueses?
A 6.ª edição do Caderno Automóvel do Observador Cetelem analisou ainda duas soluções que se apresentam, atualmente, ao consumidor: comprar o veículo, incluindo a bateria, ou comprar só o veículo e alugar a bateria.
A análise global mostra que a maioria dos europeus estão céticos face ao aluguer da bateria. 63% não se mostram interessados numa solução com aluguer de bateria. No caso particular de Portugal, apena 40% dos consumidores estaria disposto a abandonar a posse da sua bateria para privilegiar uma solução de aluguer.
«O nosso estudo revela que a maioria dos países europeus inquiridos mostra ainda alguma perplexidade face ao aluguer da bateria. Tal explica-se, simultaneamente, por uma desinformação sobre o conceito e também pela atração abstrata pela posse, relativamente à qual poucos dos nossos concidadãos estão dispostos a ceder», defende Diogo Basílio, responsável pelo Observador Cetelem em Portugal.
Nesta 6.ª edição do Caderno Automóvel do Observador Cetelem o perímetro do estudo foi alargado a dez países. Pela primeira vez, a Rússia e a Turquia integraram o estudo, juntando-se à Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Polónia, Portugal e Reino Unido. As análises económicas e de marketing, bem como as previsões, foram efetuadas em colaboração com a sociedade de estudos e consultoria BIPE (www.bipe.com). Os inquéritos no terreno foram conduzidos pela TNS Sofres, em setembro de 2011. Na totalidade foram inquiridos 6.000 europeus, representativos da população total.

