91% dos jovens portugueses recorrem à Internet antes de comprar

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O Observador Cetelem 2011 revela que a Internet se transformou numa ferramenta com o poder de formar opinião ao longo do processo de compra. Apenas 9% dos jovens em Portugal não recorre à Web para efectuar uma pesquisa aquando de uma compra importante e no caso dos indivíduos com mais de 50 anos, só 14%. A Internet é para as gerações mais jovens um meio de automatizar a escolha dos produtos antes da aquisição e de aceder a uma informação mais neutra.

Embora Portugal seja um dos países da Europa com menor taxa de penetração de Internet da Europa (48% contra uma média de 68%), são os consumidores portugueses com menos de 30 anos que utilizam com maior frequência os sites de comparação de preços (67% contra uma média europeia de 55%). Já a utilização dos fóruns, blogues e redes sociais em Portugal é uma das fontes menos influentes no processo de decisão de compra, apenas 12,1% dos jovens, quando a média na Europa é de 17,9%.

«É através da Web que o comprador detecta a oferta existente nos sites comerciais ou de fabricantes, se orienta em sites de informação, blogues ou fóruns, selecciona os produtos nos comparadores de preços e compra nos sites de comércio electrónico ou nas lojas que descobre no ecrã. Deste modo, a Internet assume um papel de grande importância e torna-se quase imprescindível para o consumidor no início do processo, quando selecciona online os produtos que lhe interessam, os preços mais baratos e até mesmo a loja onde irá fazer a compra». defende Conceição Caldeira Silva responsável pelo Observador Cetelem em Portugal.

As análises e previsões do Observador Cetelem foram efectuadas em Dezembro de 2010, em colaboração com o gabinete de estudos e de consultadoria BIPE. As sondagens aos consumidores foram realizadas com base num inquérito barométrico, realizado através da Internet e aplicado, também, por amostras representativas das populações nacionais (maiores de 18 anos) de treze países: Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Reino Unido, Rússia e Eslováquia. No total foram inquiridos mais de 8.700 europeus, com amostras de pelo menos 500 indivíduos por país.

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