MERCADO ABASTECEDOR DE ÉVORA REFORÇA RENTABILIDADE OPERACIONAL

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O Mercado Abastecedor da Região de Évora (MARÉ) reforçou a sua rentabilidade operacional e a solidez da sua estrutura financeira, encerrando o exercício económico de 2017 com um resultado líquido positivo de 135,5 milhares de euros. Também ao nível do EBITDA, os resultados operacionais foram positivos em 463,8 milhares de euros, tal como no que respeita ao EBIT, positivos em 180 milhares de euros, o que traduz margens operacionais positivas de 62% e 24%, respetivamente.

Estes são números que Rui Paulo Figueiredo, Presidente do Conselho de Administração da “MARÉ, SA”, exibe «com satisfação», lembrando que os resultados antes dos impostos ascenderam a 175,7 milhares de euros, o mesmo é dizer que «os rendimentos operacionais ascenderam a 749,3 milhares de euros».

«A gestão rigorosa dos gastos operacionais, embora com reforço de áreas essenciais ao bom funcionamento dos nossos espaços, em conjugação com a dinâmica promocional e comercial introduzida, permitiu aumentar as taxas de ocupação do Mercado, potenciando as oportunidades e vantagens proporcionadas pela recuperação da economia; este é um esforço que tem estado a ser intensificado», explica.

FAZER DO MARÉ PRINCIPAL CENTRO LOGÍSTICO DO ALENTEJO

Para Rui Paulo Figueiredo, CEO do Grupo SIMAB, os resultados obtidos em 2017 pelo MARÉ evidenciam o elevado enfoque de toda a organização na melhoria dos resultados e demonstram a importância das opções de gestão tomadas, designadamente com o intuito de responder aos desafios que representam as condições de mercado em constante mudança, dinamização comercial, redução do endividamento e realização de investimentos de reposição da capacidade produtiva dos edifícios e equipamentos e na área de eficiência de recursos energéticos e hídricos.

Na área comercial, o líder da “holding” da rede pública dos mercados abastecedores destaca a realização de «um conjunto de contactos que deixam boas perspetivas para novos negócios, que aumentarão ainda mais o seu volume num futuro próximo».

O envolvimento com empresas da região e a relação com operadores de maior dimensão nacional e internacional, associado a investimentos que o dotarão de melhores condições de operação, vão contribuir – assume Rui Paulo Figueiredo – para um incremento da atividade do MARÉ e da sua influência na economia das empresas que o escolheram para se instalar, ou que venham a fazer essa opção.

«Espera-se, aliás, que se acentue a tendência para um crescimento da área de logística que, a par da atividade de distribuição hortofrutícola, farão do MARÉ um dos principais centros logísticos da região alentejana», considera, a propósito.

 

EMPRESA FORTALECEU ESTRUTURA FINANCEIRA

Em 2017, os rendimentos representativos do “core business” do MARÉ, as taxas de utilização, com um peso relativo na estrutura dos rendimentos operacionais de 84%, apresentaram um aumento de 10,2 milhares de euros (+1,6%), face a 2016.

Os encargos financeiros fixaram-se, desta forma, em 4,3 milhares de euros, o que representa uma redução de 51%, face ao ano anterior, decorrente da redução do endividamento.

Os gastos operacionais “cash” – que excetuam depreciações, imparidades e provisões –  ascenderam, assim, a 374,6 milhares de euros e os gastos operacionais “non cash” ascenderam a 285,5 milhares de euros.

O CAPEX da “MARÉ, SA”, no montante de 35,9 milhares de euros, foi integralmente alocado à área de eficiência de recursos, nomeadamente à reestruturação da iluminação do Mercado (13,7 milhares de euros) e à instalação de contadores de água no pavilhão de entrepostos (22,2 milhares de euros).

O reforço da capacidade de geração de “cash flow” operacional, aliado a «uma criteriosa política de investimento», permitiram à empresa fortalecer a sua estrutura financeira, com o passivo a diminuir de forma sustentada e a representar 19% do capital investido, no final de 2017, versus 23% do final de 2016.

A dívida financeira líquida (incluindo empréstimos acionistas) ascendeu a 99,1 milhares de euros, reduzindo em 191 milhares de euros (-65,8%) face a 31 de dezembro de 2016.

Os capitais próprios ascenderam a 4.612,8 milhares de euros, o que representa um aumento de 17,4 milhares de euros (+0,4%) face a 31 de dezembro de 2016.

A 31 de dezembro de 2017, o balanço da “MARÉ, SA” apresentava um ativo líquido de 5 668,2 milhares de euros.