Português João Mota é o novo treinador do Saham Club de Omã
É oficial: de volta ao ativo e ao futebol do Médio Oriente, João Mota assinou, este domingo, contrato com o Saham Club, da Liga de Omã, e dirige, já esta segunda-feira, o primeiro treino, depois de ter presenciado, in loco, o empate, a um golo, frente ao Al-Nahda, para uma das taças locais.
O treinador português, de 58 anos, junta, assim, mais um campeonato numa carreira há muito construída entre Brasil, Médio Oriente e África, com um currículo singular que ganhou expressão, nas últimas épocas, no Al-Hilal Omdurman (Sudão) e no Al Hussein (Jordânia), onde colecionou títulos.
Foi sob a liderança de João Mota, sublinhe-se, que o clube de Irbid fez história na Jordânia: em 2023, construiu a equipa que ofereceria o primeiro título nacional ao Al Hussein e, na época seguinte, consolidou a conquista, garantindo a Supertaça e deixando o clube lançado para o bicampeonato. Números que falam por si: nas duas passagens pelo clube, o treinador somou 55 jogos, com 38 vitórias, 12 empates e apenas cinco derrotas — uma delas, a única no campeonato local. Um registo de 80% de sucesso.
Antes do regresso a Irbid, João Mota viveu outras experiências marcantes. Foi selecionador olímpico do Sudão e diretor técnico do país africano, após ter comandado o Al Hilal Omdurman, gigante local, na Liga dos Campeões Africanos. Pelo meio, também passou pelo Al Tadhamon, no Kuwait, e pelo Al Jabalain, na Arábia Saudita.
Ainda que a aventura saudita tenha sido curta, João Mota tinha deixado o Al Hussein líder invicto na Jordânia e no espaço de um ano, entre abril de 2023 e março de 2024, somou 30 jogos entre os dois clubes, com 18 vitórias e apenas quatro derrotas, mantendo a baliza inviolada em 17 encontros — um registo defensivo notável.
Certo é que a história de João Mota, feita de viagens, conquistas improváveis e episódios de vida intensos, o colocam no mapa dos treinadores portugueses mais aventureiros e resilientes do século XXI.

