Crianças: Portugal tem mais de nove mil crianças e jovens em risco em instituições de acolhimento

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criancaPortugal tem 9.563 crianças e jovens em instituições de acolhimento, das quais mais de duas mil foram acolhidas em 2009, segundo o último relatório da Segurança Social.

O número total de crianças e jovens acolhidos em instituições reduziu ligeiramente em relação ao ano anterior, com menos 393 crianças e jovens, o que representa uma diminuição de 4 por cento.

O Plano de Intervenção Imediata é um documento elaborado anualmente pela Segurança Social e entregue à Assembleia da República dando conta da situação das crianças e jovens em risco que se encontram em acolhimento, à guarda do Estado português.

Este plano identificou 12.579 crianças e jovens em risco e, destas, 9.563 estão efetivamente em acolhimento em Lares de Infância e Juventude (6.395), Centros de Acolhimento Temporário (2.105) e famílias de acolhimento (658).

Tal como verificado nos anos anteriores, são os distritos do Porto, de Lisboa e de Braga que registam o número mais elevado de crianças e jovens acolhidos (1.801, 1.266 e 756, respetivamente), por contraponto aos distritos de Beja e Portalegre, onde se verifica que os números absolutos de crianças e jovens em acolhimento são mais reduzidos (108 e 103 crianças e jovens).

Nos relatórios dos anos de 2006, 2007 e 2008 foram identificados quatro traços característicos do sistema de acolhimento em Portugal: grande dimensão do universo de crianças e jovens acolhidos, longos períodos de permanência em acolhimento, baixa mobilidade e, apesar de tudo, fluxos de entrada no sistema de acolhimento inferiores aos de saída para meio natural de vida.

Os dados de 2009 revelam algumas mudanças entre as quais o facto de o número de crianças e jovens que cessaram o acolhimento ser agora superior ao das que iniciaram acolhimento.

No ano passado saíram da situação de acolhimento 3016 crianças e jovens com projetos de vida que passaram pelo regresso à família, a adoção ou ainda pela autonomização em apartamentos (para os jovens a partir dos 16 anos).

A saída do sistema de acolhimento ocorreu com maior incidência nos distritos do Porto e de Lisboa.

Por outro lado, entraram em 2009 para instituições de acolhimento, 2.187 crianças e jovens, muitos com idades entre os 10 e os 18 anos.

O relatório revela ainda que 57 por cento das crianças e jovens continuam a permanecer acolhidos por períodos superiores a dois anos.

GC.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Tudoben

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