Portugal apenas produz um terço do milho que consome
6º Colóquio Nacional de Milho debate competitividade da cultura do milho em Portugal
Portugal apenas produz um terço do milho que consome
ANPROMIS – Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sogro reúne no próximo dia 10 de Fevereiro, no Centro Nacional de Exposições de Santarém (CNEMA), mais de 450 produtores, profissionais e especialistas do sector agrícola para debater as políticas agrícolas em tempos de crise, o Milho enquanto matéria-prima de elevado valor nos mercados nacional e internacional, o potencial económico da cultura de milho e as vantagens competitivas de Portugal em relação a outros mercados.
A ANPROMIS acredita que 2011 poderá constituir um ano de oportunidades para o sector, segundo Luís Vasconcellos e Souza, Presidente da ANPROMIS, «Numa altura, em que vão surgindo em Portugal novas áreas de regadio, destacando-se de forma notória o perímetro de Alqueva, cujas áreas de infra-estruturadas para rega vão a caminho dos 110.000 hectares com solos de elevado potencial produtivo, importa criar condições para que o milho possa contribuir de forma significativa para o imprescindível aumento do nosso grau de auto-abastecimento em cereais e para o acréscimo do nosso Produto Agrícola Bruto.»
Perante a actual conjuntura económica, a qual acarreta uma crise nos preço dos alimentos e uma dependência crescente dos mercados externos, a ANPROMIS apela a um maior apoio do Estado para que Portugal possa garantir o seu auto-abastecimento e não produzir apenas um terço do milho que consome. «Numa altura em que o mercado mundial de cereais vive uma acentuada volatilidade de preços, importa cada país apoiar de forma decidida a sua agricultura mais competitiva. Em Portugal, a agricultura competitiva é, e será sempre, a de regadio» acrescenta Luís Vasconcellos e Souza.
O milho tem sido, ao longo dos últimos anos, a cultura arvense mais representativa da agricultura de regadio nacional. Assumindo-se o regadio como um factor estratégico para o desenvolvimento e sustentabilidade da agricultura nacional, esta cultura tem um papel fundamental no ordenamento e competitividade do nosso território.
Nos últimos 5 anos, semearam-se em média em Portugal cerca de 190.000 hectares, dos quais 135.000 hectares foram para grão e 55.000 mil hectares para silagem. O milho é assim, e de forma destacada, a cultura arvense com maior expressão encontrando-se presente em cerca de 67.000 explorações distribuídas por todo o país.
Tendo em conta os temas que têm marcado a actualidade, a 6º Colóquio Nacional do Milho, constitui uma oportunidade única no panorama agrícola nacional, para levar um conjunto de oradores nacionais e estrangeiros a debater temas tão importantes como a competitividade da cultura do milho em Portugal e o futuro da Política Agrícola Europeia. O encontro conta ainda com a participação de Pedro Soares, Presidente da Comissão de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas da Assembleia da República, de M. Julien Valentin, Vice-Presidente do Conselho Europeu dos Jovens Agricultores e de Luís Vieira, Secretário de Estado das Pescas e Agricultura.
Mais do que debater ideias e trocar experiencias, este é um encontro que procura expressar as preocupações de todos aqueles que se movem no sector de produção de milho. A ANPROMIS acredita que é importante promover a produção deste cereal, uma vez que se trata de uma matéria-prima de elevado valor para a economia nacional e até mundial. Há que não esquecer que perante uma eventual crise alimentar a nível mundial, os preços tendem inevitavelmente a subir o que acaba por constituir uma boa oportunidade para os produtores nacionais.
Inserido no 6º Colóquio Nacional do Milho, a ANPROMIS traz a Portugal no dia 9 de Fevereiro, para um Workshop sobre boas práticas para uma cultura do milho mais competitiva em Portugal, o conceituado consultor agrícola e perito para a cultura do milho Albert Porte Laborde.

