Portugal entre os países da Europa com mais jovens com carta

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Portugal, Itália, França, Alemanha e Espanha são os países que registam o maior número de indivíduos com menos de 30 anos que estão legalmente aptos a conduzir. 19 anos é a idade média para a obtenção da carta de condução na Europa. Estes são dados revelados pelo Caderno Automóvel do Observador Cetelem 2011.

Os jovens europeus tiram a carta de condução mais cedo do que as gerações mais velhas. Esta é outra das conclusões reveladas pelo Observador Cetelem, que fez uma análise comparativa entre a idade de obtenção da carta pelos indivíduos com menos de 30 anos e a idade dos seus pais. As diferenças mais marcantes são observadas na Polónia, em Portugal e no Reino Unido, onde a idade recuou respectivamente 3, 2 e 1,6 anos entre a geração das pessoas com mais de 50 anos e os indivíduos com menos de 30 anos, actualmente.

A Alemanha destaca-se do conjunto, ao registar uma média de idades de obtenção da carta ligeiramente superior à idade legal. No extremo oposto, encontramos a Espanha, com uma idade média que ronda os 20 anos. Embora a idade mínima para conduzir seja inferior no Reino Unido (17 anos em vez de 18 nos outros países da União Europeia, à excepção também da Irlanda), a idade média de obtenção da carta de condução é das mais elevadas (19,5 anos) e 12% dos jovens com menos de 30 anos obtiveram a sua carta depois dos 24 anos de idade (contra apenas 6%, na média europeia).

Da análise do Observador Cetelem, destaca-se ainda o facto da Itália, país da “macchina” por excelência, ter apenas 4% da sua população não habilitada a conduzir. No outro extremo encontram-se os jovens britânicos, polacos e belgas que registam a mais baixa taxa de posse de carta de condução, inferior a 80%. No Reino Unido um em cada quatro jovens não possui carta de condução. Conceição Caldeira da Silva, Responsável pelo Observador Cetelem em Portugal, refere que tal se pode justificar «se considerarmos as portagens urbanas de Londres e as medidas ambientais particularmente drásticas como factores de desencorajamento para os jovens». À excepção da Espanha, todos os países europeus apresentam uma taxa de detentores de carta de condução entre os jovens inferior à registada entre os indivíduos mais velhos.

Para Conceição Caldeira da Silva «as disparidades observadas na taxa de detenção de carta de condução entre países reflectem sobretudo necessidades reais: a mobilidade dos jovens não é obrigatoriamente condicionada pelo automóvel, em função do local de residência e das ofertas alternativas disponíveis em termos de transportes colectivos ou no seio da esfera privada (automóvel partilhado). Essas disparidades reflectem também uma dimensão cultural: a carta de condução é por vezes considerada como um marco de passagem para a idade adulta e nalguns países, como a Alemanha, o serviço militar obrigatório contribui para elevar a taxa de obtenção de carta entre os jovens adultos».

As análises económicas e de mercado, bem como as previsões, foram realizadas em colaboração com o Instituto de estudos e de consultadoria BIPE (www.bipe.com). Os inquéritos aos consumidores foram conduzidos pela TNS em Julho de 2010. No total foram inquiridos 4.800 europeus, divididos em sub populações representativas dos grupos etários de cada país, num novo perímetro do estudo, que é agora constituído por oito países. Pela primeira vez nesta edição, a Bélgica e a Polónia vieram alargar o perímetro de estudo, juntando-se à Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Itália e Portugal.

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