Razões económicas levam 75% dos jovens portugueses a procurar alternativas ao automóvel

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Foto: Arquivo

Portugal é o país Europeu onde os jovens se sentem mais condicionados pelos custos de utilização automóvel. Cerca de 75% contra uma média europeia de 57% indica que são as razões económicas, o primeiro motivo, que os levam a optar por outras modalidades de transporte, que não o automóvel. São dados revelados pela 5.ª edição do Caderno Automóvel do Observador Cetelem.

A percentagem de indivíduos com mais de 50 anos, em Portugal, que referem as razões económicas pela procura de soluções alternativas ao automóvel está também acima da média europeia: 58% contra 50%.

Em segundo lugar surge o argumento ecológico. Utilizar outros meios de transporte que não o carro será deste modo um acto de cidadania para mais de 49% dos jovens portugueses. Estes destacam-se dos indivíduos mais velhos para quem a redução do stress é o motivo referenciado em segundo lugar (51%), pela procura de outras soluções de mobilidade que não o veículo automóvel. Motivo que aparece como terceira razão para os jovens (35%).

Economia, ecologia e stress são assim os principais factores de incentivo à não utilização do automóvel para os jovens portugueses. A par destes motivos surge ainda o desejo de deslocar-se de forma mais saudável e desportiva, que leva cerca de 30% dos jovens portugueses a deixar o carro na garagem. Também a rapidez e o sentido prático são referenciados por uma percentagem considerável de jovens, 21% e 17% respectivamente.

As análises económicas e de mercado do Caderno Automóvel do Observador Cetelem 2011, bem como as previsões, foram realizadas em colaboração com o Instituto de estudos e de consultadoria BIPE (www.bipe.com). Os inquéritos aos consumidores foram conduzidos pela TNS em Julho de 2010. No total foram inquiridos 4.800 europeus, divididos em sub populações representativas dos grupos etários de cada país, num novo perímetro do estudo, que é agora constituído por oito países. Pela primeira vez nesta edição, a Bélgica e a Polónia vieram alargar o perímetro de estudo, juntando-se à Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Itália e Portugal.

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