A Terra e a Água – Riqueza do Distrito de Portalegre

Views: 796

Nota de Imprensa:

Estruturante para o desenvolvimento e o emprego

A terra, vista enquanto instrumento de produção, a água disponível em quantidade apreciável nos rios que banham o distrito, em várias barragens e charcas e ainda espaço e terrenos irrigáveis para a construção de outras, bem como a recuperação e construção de pequenos regadios tradicionais, traçam um cenário de extraordinárias potencialidades para a produção agro-pecuária no distrito de Portalegre.

Se aliarmos a isto um clima que nos permite produzir das melhores hortofrutícolas do País, e o saber fazer dos nossos agricultores e operários agrícolas, estão criadas as condições, não só para o aumento da produção, mas também para uma produção de qualidade, o que valorizará ainda mais esta actividade.

Os sub-produtos da floresta, com destaque para a cortiça, cuja qualidade nos concelhos do sul/sudoeste do distrito, são do melhor que o Mundo conhece.

Estas potencialidades podem e devem ser um instrumento de afirmação de uma nova maneira de encarar o mundo rural.

Para o desenvolvimento e travar a recessão económica e social do distrito de Portalegre é necessária uma política que invista e apoie a agricultura e a agro-indústria transformadora, questão estruturante para a fixação das novas gerações, atracção de nova gente ao Distrito e para assegurar a dignidade destas actividades económicas e de quem nelas trabalha e delas vive.

Teve consequências desastrosas para o Distrito e para o país o encerramento de agro-indústrias, de maior ou menor dimensão, essencialmente à volta dos perímetros de rega do Caia, Maranhão e Montargil, em que a indústria transformadora de tomate tinha a dianteira.

Num tempo como o que atravessamos, com uma crise avassaladora no País, e quando o défice da balança comercial do sector atinge os 75% – cerca de 4.000 milhões de Euros anuais – não se entende, que o Ministério da Agricultura, volte a colocar na mesa, novos desligamentos de ajudas comunitárias. E menos se compreende porque são os estudos do próprio Ministério que comprovam ter sido essa estratégia a principal responsável pelo abandono da actividade produtiva, transformando a terra, não num instrumento de produção, mas num negócio em que, quem mais terra tem mais recebe, de preferência para não produzir.

Nestes novos desligamentos, assume destaque especial o tomate, com produtores que irão receber anualmente mais de 750 mil euros (150.000 contos), sem terem que produzir um único tomate, bastando para tal manter a terra.

Hoje, no que respeita ao regadio, mais de 50% dos terrenos, continuam sub-aproveitados, incorrectamente utilizados, ou mesmo abandonados. Esses regadios mantém-se com infra-estruturas sem manutenção, sem melhorias, nem modernização. Mais grave ainda é termos barragens construídas há anos, sem que as suas infra-estruturas de rega tenham sido implementadas, como acontece com a barragem de Abrilongo, no concelho de Campo Maior.

A situações excepcionais impõe-se responder com medidas excepcionais, e de concretização urgente, em nome dos superiores interesses do nosso povo, do nosso país e do nosso Distrito. A CDU defende:

  • A conclusão das obras das infra-estruturas de rega em falta na barragem de Abrilongo e a construção da Barragem do Pisão;
  • A recuperação, manutenção e modernização das infra-estruturas de rega já existentes nos perímetros de rega do Distrito;
  • A abertura imediata de negociações com a União Europeia, para que as ajudas sejam atribuídas a quem efectivamente produz;
  • A criação de uma reserva de terras que permita a sua utilização por jovens que pretendam produzir e fixar-se nos territórios rurais e a reforma da estrutura fundiária que racionalize a estrutura, posse e uso da terra, aplicando o estabelecido na Constituição da República;
  • A intervenção imediata do Estado, no controle dos preços dos factores de produção, impedindo a sua aquisição no estrangeiro, nomeadamente na vizinha Espanha;
  • A criação progressiva de quotas internas de aquisição de alimentos de origem vegetal e animal, para as grandes redes de distribuição a operarem no mercado nacional, assegurando assim o escoamento da nossa produção interna;
  • A criação de um organismo de concentração de oferta de produção com vista à exportação dos excedentes não consumidos no mercado interno.

Em toda a esfera da sua intervenção e luta, a CDU tudo fará para defender o correcto aproveitamento dos recursos hídricos e dos solos, através de uma agricultura cuja produção nacional defenda e salvaguarde a economia e os interesses nacionais, produzindo mais e melhor, que adopte medidas especiais de apoio às pequenas e médias produções agro-pecuárias, que aumente muito mais o número de postos de trabalho no distrito de Portalegre, criando mais riqueza e justiça social e que contribua para que o nosso país seja auto-suficiente dos produtos da terra.

Barragem de Abrilongo, 29 de Maio de 2011

A Candidatura CDU prelo Círculo Eleitoral de Portalegre

Comments: 0