Unidade Móvel de Saúde sobre Depressão na Delta

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«A depressão dói. Mas pode deixar de doer.» é uma campanha da Lilly Portugal, com o apoio de diversas sociedades científicas e associações de doentes nacionais.

A campanha nacional sobre a depressão, aquela que é a perturbação psiquiátrica mais comum, já está a decorrer. «A Depressão dói. Mas pode deixar de doer.» é uma campanha que tem como objectivo alertar e esclarecer a população para os diversos tipos de depressão e desmistificar o estigma que ainda está associado a esta patologia e à doença mental de uma forma geral. Hoje dia 8 de Novembro a Unidade Móvel vai estar na Delta.

Uma unidade móvel de saúde interactiva vai estar na Delta, podendo ser visitada entre as 09h e as 18h. Procurar ajuda especializada é fundamental para diagnosticar e tratar os sintomas emocionais e físicos associados a uma doença cuja prevalência está a aumentar em Portugal.

Através de conteúdos interactivos simples e didácticos, qualquer pessoa pode ficar a saber o que é a depressão, como se manifesta e quais os sintomas associados, o impacto no quotidiano familiar e profissional, visitar as regiões do cérebro envolvidas na depressão, responder a um auto diagnóstico que pode ser impresso para levar ao médico de família e visualizar pequenos filmes com situações de quadros depressivos. No website www.adepressaodoi.pt a actualização sobre esta iniciativa será diária.

A Unidade Móvel coloca à disposição dos portugueses mais informação sobre uma patologia que, na opinião do médico João Relvas, presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria Biológica, assenta sobretudo em «factores circunstanciais como as crises económicas e sociais, como a que vivemos actualmente e que podem ser factores adicionais que contribuem para o aumento da depressão».

Lançada pela Lilly Portugal, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), da Associação Portuguesa de Psiquiatra Biológica (APPB), da Associação Portuguesa de Gerontopsiquiatria (APG) e da Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares (ADEB), esta iniciativa vai ser suportada por uma campanha de televisão e rádio.

Para o presidente da SPPSM, António Palha, «esta iniciativa tem o mérito de ter uma informação isenta sobre uma importante patologia psiquiátrica, a depressão.  Um melhor conhecimento da patologia depressiva nas suas várias expressões sintomatológicas é de grande importância para o público em geral». Quanto à depressão em Portugal, sublinha ainda, que os números não são animadores: «os últimos resultados do estudo epidemiológico nacional, coordenado pelo Prof. Caldas de Almeida, apontam para a prevalência de cerca de 7,9% de doentes com depressão em Portugal. Torna-se pois importante tomar medidas mais eficazes quanto ao acesso ao tratamento».

João Relvas, presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatra Biológica, realça também, o facto de as mulheres registarem uma maior prevalência em relação aos homens, «o que pode estar relacionado com as diversas pressões a que estão frequentemente sujeitas». E acrescenta que «do ponto de vista biológico existem também outras causas associadas à depressão na mulher como o ciclo reprodutivo e as modificações hormonais da mulher ao longo da vida, nomeadamente os ciclos menstruais, a gravidez, a menopausa e ainda o período pós-parto e pós-aborto».

No idoso, a depressão apesar de não ser uma parte inevitável e específica do processo de envelhecimento, «é um problema de saúde mental que pode ser detectado e tratado com bons resultados», afirma Lia Fernandes, presidente da APG. «Todos os programas, como esta campanha e este roadshow orientados para a informação e educação da sociedade civil, ao abordarem os vários aspectos da depressão e a suas formas de tratamento precoce, tornam-se numa mais-valia para a prevenção da saúde mental», acrescenta.

Delfim Oliveira, presidente da Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares, explica que «a campanha da Lilly vai permitir a divulgação de informação sobre a doença, sobre as suas características e sobre a sua influência nas pessoas com diagnóstico de depressão. Esta campanha é de extrema importância, sendo mais uma forma de combate ao estigma associado às problemáticas das pessoas que sofrem desta patologia e um incentivo para que procurem ajuda especializada médica e psicológica».

O apoio da ADEB a esta iniciativa «é também uma forma de a nossa associação conseguir chegar mais longe, divulgar mais informação e apoiar mais pessoas, em todo o território nacional. Foi por isso que não quisemos deixar de colaborar, inclusive com a presença na unidade móvel de técnicos especializados da ADEB, para ajudarem no apoio a pedidos de informação», conclui Delfim Oliveira.

No caminho para que deixe de doer, o roadshow interactivo já passou por Lisboa, Santarém, Castelo Branco, Viseu e Porto.

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