96% dos portugueses ambicionam estações de recarga na via pública

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Segundo o Observador Cetelem 2012, os automobilistas portugueses encontram-se entre os mais exigentes utilizadores de veículos elétricos. 96% dos portugueses reivindica a implantação de estações de recarga rápida na via pública, sendo que 70% as considera “indispensáveis”.

Dentro da mesma lógica, os portugueses parecem igualmente seduzidos pelo conceito de recarga rápida, do tipo quick drops, que permite a troca de uma bateria descarregada em poucos minutos. Com efeito, 91% dos inquiridos declaram-se “muito interessados” ou “parcialmente interessados” nesta solução.

«Para que o veículo elétrico tenha todas as oportunidades de se desenvolver, será necessário que a indústria acompanhe o consumidor, para que a rutura não ocorra de forma drástica. Um primeiro passo será a instalação de estações de recarga rápida na via pública, que tranquilize o utilizador de um veículo elétrico relativamente à circulação», defende Diogo Basílio, responsável pelo Observador Cetelem em Portugal.

Contudo, a recarga no domicílio também não assusta os portugueses. 73% dos automobilistas pensam que não há qualquer perigo em recarregar um veículo elétrico em sua casa.

A análise levada a cabo pelo Observador Cetelem demonstra ainda que um consumidor europeu em cada três diz não ser capaz de avaliar o tempo necessário para recarregar completamente um veículo elétrico. No caso específico de Portugal, 37% declara não saber a resposta a esta questão. Só os russos consideram estar mais informados, somente 11% responde não saber. No entanto, globalmente, esta avaliação mostra que os europeus têm consciência de que o veículo elétrico vai alterar a sua relação com o automóvel.

Nesta 6.ª edição do Caderno Automóvel do Observador Cetelem o perímetro do estudo foi alargado a dez países. Pela primeira vez, a Rússia e a Turquia integraram o estudo, juntando-se à Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Polónia, Portugal e Reino Unido. As análises económicas e de marketing, bem como as previsões, foram efetuadas em colaboração com a sociedade de estudos e consultoria BIPE (www.bipe.com). Os inquéritos no terreno foram conduzidos pela TNS Sofres, em setembro de 2011. Na totalidade foram inquiridos 6.000 europeus, representativos da população total.

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