Portugueses não estão dispostos a renunciar ao veículo pessoal

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A 6.ª edição do Caderno Automóvel do Observador Cetelem revela que apesar do lançamento de novas soluções de mobilidade, somente pouco mais de um terço dos automobilistas portugueses (34%) estariam dispostos a renunciar a um veículo pessoal, para privilegiar a utilização de um veículo partilhado, de acordo com as suas necessidades.

Reunir num mesmo veículo várias pessoas que percorrem o mesmo trajeto, a fim de partilharem despesas de deslocação (o princípio da utilização conjunta de viatura) ou ainda alugar um veículo quando, ocasionalmente, há necessidade de o fazer (o princípio da partilha do veículo) são tendências que têm vindo a afirmar-se entre os utilizadores de automóveis. No entanto, esta opção tem conquistado poucos adeptos na Europa. Apenas 36% estaria disposto a prescindir de qualquer veículo pessoal e a tornar-se somente um utilizador de um alugado sempre para partilhar quando necessário.

No entanto, este comportamento é mais aceite em Itália (56%) e na Turquia (55%), do que no Reino Unido (27%), na Bélgica (24%) e na Alemanha (20%), os “campeões” na posse de automóvel próprio.

«O veículo privado, tal como é utilizado hoje em dia, encontra-se numa fase de profundas alterações. Já há alguns anos que se observa a separação entre a posse e a utilização do veículo pessoal. Na utilização conjunta ou de partilha de viatura, os automobilistas têm cada vez mais tendência em racionalizar as suas opções de mobilidade. No entanto, continuam a ser comportamentos com um crescimento modesto de ano para ano», afirma Diogo Basílio, responsável pelo Observador Cetelem em Portugal.

Nesta 6.ª edição do Caderno Automóvel do Observador Cetelem o perímetro do estudo foi alargado a dez países. Pela primeira vez, a Rússia e a Turquia integraram o estudo, juntando-se à Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Polónia, Portugal e Reino Unido. As análises económicas e de marketing, bem como as previsões, foram efetuadas em colaboração com a sociedade de estudos e consultoria BIPE (www.bipe.com). Os inquéritos no terreno foram conduzidos pela TNS Sofres, em setembro de 2011. Na totalidade foram inquiridos 6.000 europeus, representativos da população total.

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