Relatório europeu de empreendedorismo 2012

Views: 636

Estudo envolveu 18 mil europeus e pela primeira vez a participação dos portugueses

  • 67% dos participantes portugueses tem uma atitude positiva perante a criação do próprio emprego
  • 38% assume que a independência de uma entidade patronal é a principal razão para os portugueses quererem empreender
  • 64% dos portugueses que manifesta vontade em criar o seu negócio não avança por falta de capital inicial

A crescente atitude positiva dos europeus face ao empreendedorismo foi uma das principais conclusões do relatório anual promovido pela Amway, em 16 países da Europa. O estudo “Potencial do Empreendedorismo em Tempos de Crise” inclui pela primeira vez dados sobre a realidade e a opinião dos portugueses, inquiridos no presente ano.

A conclusão dos resultados apresentados, que envolveu 18 mil participantes, é surpreendente. Praticamente 70% dos europeus apresentaram uma atitude positiva perante a criação do próprio emprego, em Portugal a resposta foi de 67%, especificamente. Para além da atitude positiva que estes inquiridos mostraram, 40% imagina-se mesmo a criar o seu próprio negócio, curiosamente uma percentagem maior que a média europeia de 38%.

“O principal objetivo do Relatório Europeu de Empreendedorismo que a Amway realiza anualmente é conhecer as tendências europeias para empreender, qual a atitude dos europeus perante a possibilidade de criarem o seu próprio emprego, assim como as vantagens e os obstáculos que encontram no seu país”, afirma Monica Milone, Corporate Affairs Manager da Amway Europa, acrescentando “A atitude dos portugueses é extremamente positiva, 67% das pessoas que participaram interessa-se de facto por este tema e, 40% dos inquiridos afirma mesmo que se imagina a criar o seu próprio negócio… É uma tendência que tem crescido significativamente, principalmente junto dos mais jovens, que registaram uns surpreendentes 76% e, que no presente são os que mais sofrem com as elevadas taxas de desemprego em toda a Europa.”

Um dos resultados igualmente interessantes divulgados neste inquérito europeu é o facto de praticamente 74% dos portugueses (78% média europeia) acreditarem que no futuro, num universo laboral moderno, o empreendedorismo vai ter a mesma relevância, ou ser ainda mais importante que atualmente. Ser empreendedor não é uma questão de tendência, é a alternativa que aparenta ser mais provável para um futuro economicamente estável.

“O empreendedorismo tem um papel cada vez mais importante na economia dos países, devemos incentivar o espirito empresarial e apoiar as pessoas com medidas efetivas, dando-lhes formação continuamente. Só assim podemos contribuir para o crescimento económico e para a riqueza do país”, assegura a porta-voz da Amway.

A atual situação económica instável e a ausência de capital influenciam o desenvolvimento do empreendedorismo na Europa:

Os maiores entraves, registados não só em Portugal, como também na Europa são inevitavelmente a falta de capital para criar um negócio. 64% dos inquiridos assume que esta é de facto a sua maior barreira, um registo superior à média europeia de 57%.

A atual situação económica surge como segundo obstáculo, com 33%, seguidamente ao receio de falhar, que teve um registo de 25%. Esta percentagem é curiosamente menor, que a média europeia de 35%, concluindo-se que de facto os portugueses não têm tanto medo de falhar, têm apenas menos capital para empreender.

A falta de apoio e financiamento público, assim como a limitada formação que as instituições oferecem foram também algumas dificuldades apresentados pelos portugueses, para não avançarem com a criação do seu próprio negócio.

A independência patronal e a realização pessoal são apresentadas como as principais razões para os portugueses investirem no seu negócio:

O aspeto mais apelativo que os participantes apresentaram como razão para empreender foi curiosamente a independência de uma entidade patronal, o dinheiro não foi uma dos motivos mais assinalados. Esta liberdade e, o facto de se poderem sentir mais realizados e concretizarem as suas próprias ideias, teve um registo de 38% e 29%, respetivamente.

Para os portugueses, o facto de o empreendedorismo lhes proporcionar uma possível segunda fonte de rendimentos, também foi um factor considerado, dada a atual conjuntura económica. 26% dos inquiridos selecionaram esta como uma das hipóteses mais válidas, um valor um pouco mais baixo que a média europeia de 33%.

Principais Conclusões Nacionais:

67% tem uma atitude positiva face ao empreendedorismo

40% imagina-se mesmo a criar o seu próprio negócio

74% acredita que futuramente o empreendedorismo vai ter mais relevância

38% assume independência patronal como principal razão para empreender

64% atribui a falta de capital como o maior obstáculo ao empreendedorismo

25% tem receio de falhar

Principais Conclusões Europeias:

69% tem uma atitude positiva face ao empreendedorismo

38% imagina-se mesmo a criar o seu próprio negócio

78% acredita que futuramente o empreendedorismo vai ter mais relevância

45% assume independência patronal como principal razão para empreender

57% atribui a falta de capital como o maior obstáculo ao empreendedorismo

35% tem receio de falhar