Concurso Público Internacional faz acontecer a Regeneração Urbana em Portalegre, Marvão e Sousel

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Autarquias Alentejanas desafiam profissionais a apresentar ideias e dão prémios até 15.000€

Portalegre

As autarquias de Portalegre, Marvão e Sousel em parceria com a CIP – Confederação Empresarial de Portugal no âmbito do projeto “Fazer acontecer a Regeneração Urbana” e com o apoio do NERPOR – AE – Associação Empresarial da Região de Portalegre, estão a promover um concurso público internacional de ideias para eleger a melhor solução de Regeneração Urbana de forma a dinamizar, recuperar e revitalizar as Áreas de Intervenção predefinidas pelas três autarquias alentejanas: zona histórica e comercial em Portalegre, conjunto de ruas em Marvão e Pousada de S. Miguel em Sousel.

O concurso, que decorre até 4 de Março, pode ser consultado em www.nerpor.pt/regeneracaourbana e destina-se a profissionais, engenheiros, designers, paisagistas, arquitetos, urbanistas, gestores, economistas, etc., que podem concorrer individualmente ou organizarem-se em equipas multidisciplinares e apresentar uma proposta única com ideias para regenerar estas três áreas.

As propostas a concurso serão avaliadas por um júri de profissionais entre os quais se destaca o arquiteto João Luís Carrilho da Graça e serão atribuídos três prémios: 1º prémio no valor de 15.000€, 2º prémio de 5.000€ podendo ainda ser atribuída uma menção honrosa no valor de 2.500€.

Este concurso é de dimensão internacional e tem como objetivo a recolha de contributos para a melhoria de qualidade de vida das populações. Por isso, a regeneração urbana além de dar nova vida às zonas de intervenção também tem que ser entendida como forma de reabilitar, inovar, reestruturar, melhorar e até corrigir certos aspetos, de forma a qualificar e promover a região como um todo, tornando a zona regenerada ideal para fins habitacionais e empresariais, e com componentes de lazer e animação turística ambiental e cultural.

Áreas de Intervenção

Portalegre – Cidade Piloto

Propostas para o “Plano da Regeneração Urbana de Portalegre”, que incide nas artérias principais onde se desenvolve grande parte do comércio e serviços, no Eixo definido pelo Largo José Lourinho, nas Ruas 5 de Outubro, do Comércio e de Elvas, os Largos José Duro, de S. Lourenço, da Fonte Nova, Frederico Laranjo, Luís de Camões, da Misericórdia, Serpa Pinto e de S. Agostinho, e ainda na Praça do Município.

Coordenadas GPS 39º17’43.38″ N / 7º25’49.08″ O

Marvão

A área de intervenção de Marvão integra três ruas, designadamente, a Rua do Castelo, a Rua do Espirito Santo e a Rua das Portas da Vila. Situam-se no interior da vila e estão inseridas na zona do Plano de Pormenor, Salvaguarda e Valorização do Sítio de Marvão.

Coordenadas GPS 39º23’41.63″ N / 7º22’39.25″ O

Sousel

No caso do Município de Sousel a área objeto do concurso de ideias é referente à Pousada de S. Miguel e à sua ligação com o aglomerado urbano da vila. A zona de intervenção está entrosada no denso olival da Serra de S. Miguel, com uma vista singular para uma extensa área de olival alentejano. Na proximidade da pousada localiza-se a Capela de Nossa Senhora do Carmo e a mais antiga Praça de Touros em Portugal.

Coordenadas GPS 38º55’47.63″ N / 7º41’08.38″ O

Portalegre, Marvão e Sousel, localidades da Ação Piloto da CIP

Portalegre, Marvão e Sousel, juntamente com Figueira da Foz e Viana do Castelo foram as localidades escolhidas pela CIP (Confederação Empresarial de Portugal) para implementar a Ação Piloto de Regeneração Urbana http://www.regeneracaourbana.cip.org.pt

Segundo a CIP, ”Nesta Ação Piloto pretende-se testar ideias e convicções instaladas, procurando avaliar, numa fase de estudo prévio, o seu potencial para a revitalização económica da zona a regenerar. Como objetivos importa criar uma amostra de casos de intervenção com potencial para vir a ser replicada noutras zonas, cidades e regiões, permitindo a recolha de dados de estudo e experiencias de terreno, para suportar a definição de uma estratégia e de um conjunto de boas práticas, para posterior disseminação e também contribuir para a aproximação de um conjunto significativo de investidores, empresários, académicos, estudantes e das pessoas de cada região, sobre o tema e as zonas com propostas de regeneração, com a possibilidade de se poder estimar o impacto na sua revitalização económica.”