PME portuguesas:10% contrataram colaboradores e 6% aumentaram salários

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  • Brasil é líder no aumento dos salários mas é dos países que menos contratou
  • Um quinto das PME nacionais reduziu preços e colaboradores

vendasNos últimos 12 meses, 10% das pequenas e médias empresas portuguesas contrataram colaboradores e 6% conseguiram mesmo aumentar salários, de acordo com um estudo promovido pela Companhia de Seguros Zurich junto de CEO, proprietários, Diretores-Gerais e Financeiros e Chefes de Operações de pequenas e médias empresas (PME) de doze países. Estes números colocam as PME nacionais à frente de países como a Irlanda, Itália e Espanha nos indicadores contratações e ordenados.

Comparando com outros países onde o questionário foi aplicado, o Brasil é o campeão do aumento de salários (41%), seguido pela Suíça (24%). Pelo contrário, no que à contratação de colaboradores diz respeito, o Brasil fica-se pelos 5% com o Reino Unido a assumir a primeira posição (22%).

Verifica-se ainda que no último ano a maioria das PME nacionais optou por dar resposta a novos nichos de mercado, desenvolver novos produtos (ambos com 18%) e reduzir preços e número de funcionários (ambos com 20%). No que diz respeito à redução de colaboradores, Portugal assume-se como o país mais sacrificado. Apesar de todas as dificuldades, apenas 8% dos inquiridos confessa ter pensado encerrar o seu negócio, contra 12% no Reino Unido e 17% em Espanha.

A contrastar com este panorama, o estudo revela que os empresários ainda não estão persuadidos para o investimento na análise ao risco, apesar do interesse por este assunto estar a crescer. Os portugueses identificam como principais riscos a quebra no consumo, a concorrência, o dumping de preços e os roubos (todos eles com 32%). Falhas no abastecimento (14%), danos nas viaturas da empresa (13%), segurança e saúde dos colaboradores (10%), catástrofes naturais e imprevistos climatéricos (8%) também constituem inquietações das Direções das PME portuguesas, cada vez mais sensíveis à introdução da gestão do risco no seu planeamento.

Artur Lucas, Diretor de Desenvolvimento de Soluções da Zurich em Portugal, comenta: “Este estudo internacional que a Zurich promoveu junto das PME vem confirmar que as empresas nacionais estão a passar por dificuldades mas que existe uma minoria que tem conseguido progredir, aumentando salários e fazendo contratações. Do nosso lado, temos um longo histórico de ajudar PME e grandes empresas a mitigar uma ampla gama de riscos. É importante continuar a sensibilizar os empresários para o impacto positivo que o planeamento consistente e abrangente tem na rentabilidade dos seus negócios”.

A redução de custos (32%) é apontada pelas PME nacionais como a principal oportunidade para o negócio, sete pontos acima da média dos inquiridos. Portugal destaca ainda como oportunidades a aposta em recursos humanos mais qualificados, a exploração de novos targets/segmentos (ambos com 20%), a diversificação de produtos e serviços (17%) e a expansão para mercados estrangeiros (16%).

A Alemanha e o Reino Unido revelam as taxas de investimento em ativos e operações mais altas entre os doze países analisados no estudo promovido pela Zurich e conduzido pela GFK em doze países (Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Suíça, Brasil, México, Emirados Árabes Unidos, Austrália e Indonésia). Em cada um dos países foram realizados 250 entrevistas telefónicas entre 2 e 22 de julho de 2013, exceto no Reino Unido onde foram efetuados 543 questionários.