Investimento de um milhão de euros para ampliação do Terminal de Elvas

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A Câmara Municipal de Elvas e a Transitex, Trânsitos de Extremadura SA, assinaram na manhã desta terça-feira 3, um protocolo de acordo com vista a melhorar a plataforma logística existente na Estação de Comboios de Elvas.
O protocolo pressupõe, por parte do Município de Elvas, a beneficiação do troço da estrada municipal, que se situa entre o largo da entrada principal da Estação de Comboios até à passagem de nível, enquanto que a empresa se propõe a ampliar e beneficiar o terminal já em funcionamento neste mesmo local, prevendo-se a conclusão do mesmo em junho próximo.
Nuno Mocinha, presidente da Câmara Municipal de Elvas explica que o documento “estabelece uma parceria entre estas duas entidades, que aquilo que pretendem é reforçar esta componente da logística em Elvas”.
O autarca destacou ainda a existência do terminal há dez anos e que, “felizmente, tem vindo a crescer em volume de atividade e é chegado o momento em que é necessário, por um lado, aumentar a capacidade do terminal para movimento de carga, mas também é necessário criar um entreposto aduaneiro, para que de alguma forma torne mais competitivo aquilo que é a movimentação das mercadorias”.
Assim sendo, para Nuno Mocinha este é um “momento importante para Elvas e também para toda a região do Alentejo e Extremadura”, acrescentando que a cidade tem vindo, “a pouco e pouco, a afirmar-se como uma localização logística, que vem fazer justiça àquilo que é a sua localização, no principal eixo entre Lisboa e Madrid”, desejando que “esta obra se inicie quanto antes, que dê os seus frutos e que possa beneficiar toda a economia local”.
Um investimento de cerca de um milhão de euros, que para o presidente da Câmara, é “substancial naquilo que é a ampliação do terminal. Por outro lado, aquilo que se vai dar é a extensão do terminal numa perspetiva longitudinal, que vai permitir fazer comboios de maior extensão, até àquilo que é o limite da tração em termos do comboio. Mas no fundo vai rentabilizar aquilo que é toda a operação logística feita naquele espaço, além do entreposto aduaneiro e do tratamento da mercadoria”.
Nuno Mocinha afirmou ainda que o que “gostaríamos é que viéssemos a ter no futuro a possibilidade de fazer consolidação e desconsolidação de carga, que era poder juntar, para quem não tenha contentores, poder juntar mercadoria de várias origens para o poder ter”, acrescentando que com estes projetos se pretende “estreitar o território, ou seja, torna-nos mais próximos dos portos, porque como calculam o custo é sensivelmente ¼ do que seria um camião a ir daqui para Lisboa”, fazendo de Elvas uma “localização logística importante”.
O autarca sublinhou ainda que estes “projetos têm contribuído para outros projetos e está a ser desenvolvido neste momento, também para a zona do caia, a possibilidade de virmos a integrar os corredores de longo curso”, um caminho que estão a percorrer.
Fernando Lima, da Transitex, agradeceu ao M;unicípio “o facto de estarmos aqui e toda a colaboração que a Câmara sempre tem prestado neste projeto que temos em Elvas”, referindo que é um terminal com dez anos, e que “já passaram por lá 150 mil contentores, o que representa mais de metade de todas as exportações que saem da Extremadura espanhola por via marítima”, exemplificou.
Para o empresário o “Terminal de Elvas afirmou-se como sendo a melhor porta de saída para as exportações desta região e nós queremos continuar a potenciar essa localização. Por isso vamos apostar nesta plataforma e queremos aumentar o número de cargas que passam pela plataforma de Elvas e vamos continuar a tentar atrair empresas portuguesas”, acrescentando que “com as novas valências que o terminal vai ter, e demos entrada na alfândega portuguesa do pedido para transformar num entreposto aduaneiro, vamos conseguir trazer mais vantagens para as empresas portuguesas”.
O objetivo, de acordo com Fernando Lima é “continuar a crescer e a criar aqui postos de trabalho, temos neste momento 50 camiões que antes não existiam, que têm agora aqui a sua base”, com a ampliação ficam com “um total de 12 mil metros de parque, mais contentores, uma área maior a trabalhar, precisamos de construir um armazém, que vai permitir receber mercadorias que serão depois transferidas para dentro de contentores, e isso representa mais movimento no terminal”, concluindo que será um “crescimento há medida das necessidades”, como tem acontecido até agora.

CME

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