Autarquia celebra Prémio A e coleção António Cachola
A cidade de Elvas acolheu este sábado encontro que celebrou o património cultural e humano, que se realizou em vários espaços patrimoniais, uma celebração que foi assinalada com o lançamento do catálogo da exposição “Smuggling”, de João Louro, atualmente patente no Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE).
O programa contemplou uma visita guiada ao Museu, acompanhada pela curadora Ana Cristina Cachola e pelo artista João Louro, seguindo-se o lançamento do catálogo, no Forte da Graça, e uma visita guiada a esta que é a obra maior da arquitetura militar, e culminou com o jantar comemorativo do Prémio A ao colecionismo atribuído pela Fundación Arco à Coleção António Cachola, neste monumento nacional.
Nesta iniciativa, para além do presidente da Câmara Municipal de Elvas, marcaram presença Fernando Nogueira, da Fundação Millenium BCP; Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo/Ribatejo; Ana Paula Amendoeira, Diretora Regional de Cultura do Alentejo; Carlos Urroz, diretor da ARCO Lisboa; António Franco, diretor do MEIAC; José Liam colecionador de arte contemporânea; representante da Fidelidade, mecenas do MACE; assim como vários artistas e galeristas nacionais, numa homenagem ao colecionador António Cachola.
O encontro serviu ainda para dar a conhecer as iniciativas que o MACE e a Coleção António Cachola vão realizar, brevemente, em Elvas e noutros locais do país, como a participação no programa oficial da primeira edição da feira ARCO Lisboa, que decorre de 25 e 29 de maio.
Recorde-se que o Prémio A ao colecionismo foi atribuído à coleção António Cachola, a 23 de fevereiro, no âmbito da realização da 35º edição da feira internacional de arte contemporânea ARCO Madrid.
Uma distinção inédita em Portugal que destaca a obra e o percurso do colecionador elvense, dedicado nos últimos 25 anos à criação de uma coleção que hoje reúne mais de seiscentas obras e permite expor em permanência na sua cidade natal artistas contemporâneos portugueses. A atribuição do Prémio A à Coleção António Cachola prestigia Elvas e o MACE, contribuindo para projetar o museu municipal que acolhe e expõe a coleção, tal como a própria cidade, o seu património e oferta cultural, no circuito artístico português e internacional.
A coleção António Cachola começou a ser construída no início da década de 1990 e reflete os últimos 25 anos da criação artística visual realizada por artistas portugueses, que começaram a expor pública e regularmente a partir da década de 1980. A coleção propõe uma cartografia dinâmica do sistema da arte português e resulta de um movimento constante de aproximação do colecionador a artistas e instituições. Desde o início que uma vontade pessoal de colecionar, foi acompanhada pela determinação em conferir uma dimensão pública à coleção e, assim, em 2007, nasce em Elvas, cidade património mundial da Unesco, o Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), instituição com tutela municipal que acolhe em depósito a Coleção António Cachola.
A coleção foi desenvolvendo uma estratégia mista de aquisições, quer alargando o espetro de artistas que a integram, quer acompanhando o percurso de alguns artistas de forma intensiva, assumindo, assim, uma composição intergeracional e interdisciplinar. Sem limites técnicos ou temáticos, a Coleção António Cachola está em contínuo crescimento e é composta por mais de seiscentas obras de mais de uma centena de artistas.
CME
