Cisternas do Centro Histórico de Évora apresentadas ao público

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São cerca de 15 as antigas cisternas do centro histórico de Évora que estão a ser estudadas, mapeadas
e inventariadas. O projeto piloto desta iniciativa é apresentado publicamente no próximo domingo (1
de outubro), no Palácio D. Manuel, no âmbito de uma conferência integrada nas comemorações do
Dia Nacional da Água. No programa estão incluídas visitas guiadas a duas cisternas.
A investigação em curso visa, por um lado, aprofundar o conhecimento existente sobre o antigo sistema hidráulico
do centro histórico e, por outro, permitir a valorização patrimonial e funcional destas estruturas situadas em
espaços públicos e privados da cidade. As etapas iniciais do estudo centram-se no mapeamento e levantamento
métrico construtivo das antigas cisternas, equipamentos que outrora foram essenciais para o abastecimento de
água e que permitiam a manutenção dos espaços, os quais eram imprescindíveis para os residentes. No total,
pensa-se que o número de cisternas existentes possa ultrapassar a meia centena.
Pela sua escassez, no Alentejo, a água sempre foi gerida para ser bem aproveitada e armazenada. A água pluvial
era guardada no interior de cisternas durante o inverno para ser utilizada noslongos períodos de seca. As cisternas
urbanas são parte de uma importante rede hídrica que incluía a recolha, a canalização e a distribuição da água no
espaço público e privado. Ao longo do tempo, com a implementação do sistema de abastecimento ao domicílio,
a maioria das cisternas foram desativadas e votadas ao abandono.
A rentabilização dos vários recursos hídricos naturais que permitem o fornecimento de água à cidade é uma
premissa constante por parte da autarquia eborense já que a instabilidade, mudança e evolução do clima, mais
do que nunca, exigem novas soluções para poupança e aproveitamento, mais eficaz, deste bem tão precioso que
é a água.
Este projeto é coordenado pela Câmara Municipal e conta com a colaboração da Universidade de Évora, do
Ministério da Defesa Nacional – Exército Português, da Arquidiocese de Évora, da Fundação Eugénio de Almeida,
da Fundação INATEL, do Palácio dos Duques de Cadaval, para além de outras entidades públicas e privadas que
se juntaram ao projeto, na qualidade de proprietários ou gestores de edifícios históricos, tornando possível o
acesso a estes equipamentos.