Comunicado da Comissão Política Concelhia da Juventude Popular de Elvas

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JP
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Comunicado:

A Comissão Política Concelhia da Juventude Popular de Elvas estranha o silêncio da Juventude Socialista em relação à crise política que se instalou no seio do PS elvense, nomeadamente na Câmara Municipal.

Apesar de a Comissão Política Concelhia do Partido Socialista já se ter reunido e tornado público o seu parecer (retirada da confiança política ao Presidente Nuno Mocinha) através dos famosos folhetos a que os elvenses já estão habituados, a Juventude Socialista de Elvas ainda não se manifestou por não saber que facção apoiar.

Se por um lado, Marco Matroca, que preside à Distrital da Juventude Socialista, compõe parte do elenco da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista que retirou a confiança política a Nuno Mocinha, por outro, a Juventude Socialista de Elvas como órgão autónomo ainda não se pronunciou, sendo que até a Associação de Trabalhadores da Câmara Municipal de Elvas já tornou público um parecer, e bem, dizendo que não é constituída por políticos mas sim por funcionários, mantendo-se à margem da polémica.

Apesar do silêncio instalado, devemos presumir que os elementos da Juventude Socialista que conduzem os carros de som anunciando as sessões de esclarecimento de Rondão Almeida apoiam este e não o presidente Nuno Mocinha.

A Juventude Popular de Elvas mantém-se alheia a este conflito interno por considerar que o assunto diz respeito apenas ao Partido Socialista. Fica no entanto claro que esta situação vexatória está não só a prejudicar todo o executivo camarário, colaboradores e autarcas, mas também a confundir a população elvense através dos sucessivos comunicados, reuniões e esclarecimentos públicos que realizam o actual presidente da Câmara Municipal de Elvas e o Vereador Rondão Almeida.

Devemos referir ainda que este último não possui legitimidade para utilizar os espaços e recursos camarários para tais esclarecimentos, uma vez que, além de ser vereador sem pelouro, anunciou publicamente que se iria demitir do cargo para o qual foi eleito.

Esta atitude demonstra claramente que não está disposto a assumir a vereação da câmara se não tiver a projecção pessoal a que foi habituado ao longo destes 20 anos. De referir ainda que lamentamos profundamente a atitude da Dra. Elsa Grilo. Em primeiro ligar, por ter mentido aos elvenses quando referiu que tinha perdoado ao vereador Tiago Abreu, ao cartoonista António Cadete e a Manuel António Torneiro por causa de um conflito judicial, quando o mesmo processo seguiu a tramitação normal e já está em fase de recurso, sendo que o único arguido que foi absolvido foi Manuel António Torneiro por ter falecido.

Em segundo, lamentamos também que a Dra. Elsa Grilo tenha puxado o tema da sua doença – uma doença que infelizmente afecta muitas pessoas – para cima da mesa, quando outra política que sofria do mesmo problema – a Dra. Maria José Nogueira Pinto – nunca fez alarde do seu estado de saúde e trabalhou até ao último dia da sua vida. Considerámos ter sido um momento infeliz e que desrespeitou todos aqueles que sofrem da mesma

Concluímos dizendo que a Juventude Popular de Elvas tem a certeza de que o partido estará preparado para qualquer eventualidade. E dá também a certeza de que apoiará qualquer que seja a tomada de posição do CDS-PP perante esta crise política

 

A Comissão Política Concelhia da JP

 

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