Cruz Vermelha Portuguesa lança apelo de emergência para apoiar vítimas na Venezuela

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A Cruz Vermelha Portuguesa apela à solidariedade dos portugueses para apoiar os milhares de pessoas afetadas pelos sismos que abalaram a Venezuela no dia 24 de junho de 2026.
 
Os dois terramotos, com magnitudes preliminares de 7.1 e 7.5, atingiram o centro-norte do país em rápida sucessão, com epicentros próximos de Morón, no Estado de Carabobo, tendo sido sentidos em várias regiões, incluindo Caracas, La Guaira, Aragua, Carabobo e estados vizinhos. Perante a dimensão dos danos, as autoridades venezuelanas declararam estado de emergência.
Até ao momento, as autoridades confirmam 164 vítimas mortais, 971 pessoas feridas, cerca de 973 mil pessoas afetadas e 530 mil pessoas com necessidades humanitárias urgentes. Os dados continuam a ser atualizados, à medida que as equipas no terreno avaliam a dimensão total do impacto.
As informações iniciais indicam danos significativos em edifícios residenciais e comerciais, colapsos estruturais em algumas áreas, danos em infraestruturas essenciais, falhas no fornecimento de energia e nas telecomunicações, bem como a admissão de múltiplos feridos nos hospitais locais. São ainda esperadas réplicas significativas, aumentando o risco para as comunidades afetadas e para as equipas de emergência.
A Cruz Vermelha Venezuelana está no terreno, com equipas mobilizadas para apoiar operações de resgate, salvamento e evacuação, realizar avaliações rápidas de necessidades e prestar assistência às populações afetadas. A resposta está a ser priorizada nas zonas de La Guaira e Grande Caracas, onde a dimensão dos danos exige maior concentração de meios. Em La Guaira, foi já preparado um espaço de acolhimento para receber pessoas afetadas.
Foram também mobilizadas equipas de avaliação de necessidades para La Guaira e Grande Caracas, num esforço coordenado com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. A própria sede nacional da Cruz Vermelha Venezuelana sofreu danos estruturais críticos, evidenciando a gravidade da emergência e o impacto sobre as próprias estruturas de resposta.
Neste momento, a resposta humanitária está concentrada em salvar vidas, através de operações de resgate, salvamento e evacuação; prestação de cuidados médicos urgentes às pessoas feridas; garantir abrigo seguro a quem não pode regressar a casa; distribuição de bens de primeira necessidade, como água potável, alimentos e artigos de higiene; proteger os grupos mais vulneráveis – incluindo crianças, idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de maior fragilidade,  e disponibilizar apoio psicossocial às famílias afetadas pelo medo, pela perda e pelo trauma provocado por esta emergência.
No website da Cruz Vermelha Portuguesa, poderão ser realizados donativos com o objetivo de apoiar a resposta humanitária e contribuir para o recomeço de milhares de pessoas, através do link: