Edição de 2018 do Monitor da Educação e da Formação da Comissão Europeia

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O Monitor da Educação e da Formação 2018 é a sétima edição deste relatório anual, que mostra como os sistemas de educação e formação estão a evoluir. A análise dos desafios e das tendências em matéria de educação registada no Monitor ajuda a informar sobre o tratamento das questões ligadas à educação e contribui para identificar os domínios para os quais o financiamento da UE para a educação, a formação e as competências deve ser orientado no próximo orçamento a longo prazo da UE.

O Monitor analisa os principais desafios que se colocam aos sistemas de ensino europeus e apresenta políticas que os podem ajudar a dar resposta às necessidades da sociedade e do mercado de trabalho. O relatório inclui uma comparação entre países, 28 relatórios nacionais aprofundados e uma página Web específica com dados e informações adicionais.

A edição de 2018 do Monitor da Educação e da Formação revela que, uma vez mais, os Estados-Membros realizaram progressos na execução dos seus grandes objetivos. No entanto, subsistem diferenças entre os países e no interior dos mesmos, o que demonstra a necessidade de mais reformas. É o caso, em especial, das competências de base, em que são necessários esforços maiores para garantir que os jovens aprendem a ler, escrever e a matemática de forma adequada — uma condição prévia para se tornarem cidadãos ativos e responsáveis.

A percentagem de alunos que abandonaram a escola sem diploma caiu para 10,6 % em 2017, muito próximo do objetivo de menos de 10 % até 2020. No entanto, isto ainda significa que mais do que um em cada dez alunos enfrentam perspetivas difíceis em termos de educação complementar ou de uma entrada sólida no mercado de trabalho, nomeadamente devido ao menor número de oportunidades disponíveis para a educação de adultos.

A percentagem de indivíduos que concluíram o ensino superior aumentou para 39,9 %, atingindo quase o objetivo de 40 % acordado para 2020. Além disso, 95,5 % das crianças com idade igual ou superior a quatro anos participaram na educação e acolhimento na primeira infância, ligeiramente acima do objetivo de, pelo menos, 95 %.

O Monitor analisa igualmente os montantes que os Estados-Membros consagram à educação, um investimento importante no desenvolvimento económico e social. Em 2016, o financiamento público da educação aumentou 0,5 % em termos reais em comparação com o ano anterior. No entanto, muitos Estados-Membros estão a investir ainda menos na educação do que antes da crise económica e treze Estados-Membros estão, na realidade, a gastar menos.

Relativamente a Portugal, o Monitor destaca:

  • A despesa com a educação permanece estável. O financiamento não está suficientemente relacionado com o desempenho e não é flexível em resposta aos desafios.
  • Portugal está a aplicar uma estratégia nacional de educação para a cidadania em todas as escolas.
  • Apesar de uma melhoria considerável, Portugal continua a confrontar-se com elevados níveis de abandono escolar precoce e repetições de ano. O envelhecimento da população docente constitui um desafio importante para o futuro.
  • A participação no ensino superior tem vindo a aumentar, em especial no setor politécnico. A percentagem de pessoas formadas em Tecnologias da Informação e Comunicação, Ciências Naturais e Matemática são inferiores à média da UE.
  • O país enfrenta um importante desafio educativo, com mais de metade da população adulta com um nível baixo de habilitações.

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