Elvas-Cisternas com mais de 350 anos continuam a ajudar em tempos de seca

Um estudo, realizado pelo Tenente Coronel José Ribeiro, do Museu Militar, sobre a captação, distribuição e armazenamento de água em Elvas, no século XVI, foi apresentado esta manhã no Auditório do Cine São Mateus em Elvas. A conferência, integrada nas comemorações de Elvas, Património Mundial, teve o patrocínio do Município Elvense
José Ribeiro, especialista em história e património militar, consegui-o manter o interesse do público desde inicio até ao final. Abordou o aspeto logístico do abastecimento de água na altura, como as populações conviviam com os cercos prolongados dos invasores, como se vivia em períodos de seca dentro da cidade e quais os poços sinalizados dentro de muralhas, que na altura também ajudava a abastecer a população com o liquido mais precioso.
Na conferência, foi referido a importância das cisternas na cidade de Elvas, que chegaram a estar ativas 112, com capacidade total de cerca de 5.000 metros cúbicos de água.
De salientar a Cisterna Militar da Praça de Elvas, com 1.636 metros cúbicos de capacidade e que passados 350 anos da sua construção continua a ser usada em períodos de seca.
Um dos temas de maior interesse na conferência foi sem dúvida a construção do Aqueduto da Amoreira, as suas nascentes, o seu comprimento (12.280 m) e a forma como era distribuída a água, através das fontes.
No final, os participantes foram convidados a visitar alguns dos locais abordados na reunião.
