Elvas é palco central do novo livro de Luísa Currito

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A cidade de Elvas é o palco escolhido pela escritora elvense, Luísa Currito, no seu romance “A Chave do Destino”, que foi apresentado este sábado, na Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo. 

A apresentação da obra, editada pela Chiado, contou com a presença da autora e do representantes da editora, assim como do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Cláudio Carapuça, que considerou a história “inspiradora, uma vez que tem Elvas como protagonista no desenrolar da história”.

Numa sala completamente cheia, Luisa Currito agradeceu a presença de todos e explicou a base deste romance, salientando que o título está também ele relacionado com a cidade, que é conhecida como a “Chave do Reino”.

O romance gira à volta da personagem Francisca, filha de Vicente Bettencourt Tello da Silva, conceituado diplomata e da socialite Beatriz Figueiredo de Oliveira e Castro, e de Afonso.

Ela desde muito cedo acostumada a viajar pelo mundo, o que a levou a apaixonar-se por culturas e costumes bem diferentes dos europeus, frequenta o primeiro ano do curso de História na Universidade de Lisboa e numa viagem de estudo por terras alentejanas descobre que nem sempre tudo corre como planeado.

Afonso, licenciado em História tem como ilusão ser docente, mas devido aos elevados custos de deslocação fase aos rendimentos auferidos, permanece na terra natal onde aceita o cargo de guia turístico que desempenha com orgulho e satisfação.

Ela cosmopolita, ele rural. Ambos são apaixonados por História. Na Igreja de Nossa Senhora da Conceição cruzam os seus destinos e gravam na memória do tempo, as suas vidas para sempre.
Anos mais tarde, Francisca, constata que é em Elvas que se encontra a chave do seu destino.

A escritora, cresceu no seio de uma família tradicionalmente alentejana, sendo a segunda de três filhos. Desde muito cedo revelou o seu espírito emancipado e é dona de um carácter forte e determinante. Vê na escrita uma forma de libertação de emoções e sentimentos. É uma eterna apaixonada pela natureza e recolhe no campo, na serra ou no mar a sua fonte de energia e inspiração.  

É autora do livro de poesia Provavelmente Sentimentos. Integra ainda as colectâneas de poesia Som de Poetas; Palavras de Veludo; Entre o Sono e o Sonho; Elvas à Vista e a Antologia XVIII Encuentro de Poetas en Red de Badajoz. Integra também as colectâneas de contos Ei-los que partem; Contos ao vento e Quando o Amor é Cego com o qual recebeu uma menção honrosa.

Em 2015 participou no Prémio Glória Marreiros, concurso literário na modalidade novela promovido pela Associação dos Jornalistas e Escritores do Algarve. A novela cuja nome é Amor entre muralhas valeu-lhe mais uma menção honrosa.