Greve: Paralisação poderá fechar escolas, finanças e tribunais – Sindicatos

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manifestacaoA paralisação da Função Pública marcada para quinta feira deverá levar ao encerramento de repartições de finanças, tribunais, escolas, consultas hospitalares e serviços municipais, segundo os sindicatos, que acreditam que esta será “uma das maiores greves de sempre”.

Os primeiros efeitos da greve, convocada pelas três estruturas sindicais da Função Pública, começam hoje a sentir-se, com o início dos turnos da noite nos hospitais ou na recolha de lixo.

Assim, a greve deverá ter início na recolha do lixo no distrito de Évora, que começa a ser feita às 20:00.

Seguem-se às 22:00 os serviços de recolha do lixo de Loures, Lisboa e Setúbal.

Os enfermeiros e o pessoal auxiliar serão os funcionários públicos que iniciam também a greve ainda hoje dado que na maioria dos hospitais o turno da noite começa às 23:00.

Ao início da manhã de quinta feira já serão visíveis os efeitos da paralisação nas escolas, nos serviços da segurança social, finanças e tribunais, serviços públicos onde os sindicatos acreditam que a ação de protesto vai ter maior impacto.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), a Frente Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado marcaram esta greve contra o congelamento salarial, o agravamento das penalizações das reformas antecipadas, questões relacionadas com as carreiras e com o sistema de avaliação.

As estruturas sindicais estão otimistas quanto ao resultado da paralisação porque acreditam que ela terá “uma forte adesão”, tendo em conta “o descontentamento demonstrado pelos trabalhadores”.

Os sindicatos suspenderam a paralisação na região autónoma da Madeira para facilitar os esforços que estão a ser feitos para que a vida na ilha volte à normalidade, após o temporal de 20 de fevereiro.

A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 30 de Novembro de 2007 contra a imposição de um aumento salarial de 2,1 por cento.

RRA

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Tudoben

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