Elvas/Hotelaria: Trabalhadores das pousadas da raia “vivem em clima de terror”

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Foto: CMElvas

Elvas, Portalegre – O Sindicato da Hotelaria e Turismo do Sul denunciou hoje, em Elvas, que os trabalhadores do grupo Pestana que exercem funções nas pousadas da zona fronteiriça “vivem em clima de terror”.

“A empresa continua a exercer grande pressão sobre os trabalhadores, uma vez que os transfere de locais de trabalho e de setor ou secção, sem nenhum motivo justificativo”, afirmou o presidente do sindicato, Rodolfo Caseiro.

As condições de trabalho também foram contestadas pelos sindicalistas, durante um protesto junto à Pousada de Santa Luzia, em Elvas, que hoje reabriu as portas após obras de remodelação.

“São impostos ritmos de trabalho intensos e o grupo recusa pagar trabalho extraordinário prestado em dia normal, em dia de folga e em feriado. As pousadas encerram e impõe-se o gozo de férias na época de inverno”, disse.

Rodolfo Caseiro acusou ainda a administração do grupo Pestana de “pagar salários muito baixos e, pelo segundo ano consecutivo, recusar uma atualização dos salários, nomeadamente aos trabalhadores que auferem de remuneração base mais de 500 euros mensais”.

De acordo com Rodolfo Caseiro, “a pousada de Elvas reabriu com menos quinze trabalhadores e, segundo a administração, tem vindo a registar nos últimos anos um decréscimo significativo na sua rentabilidade, nomeadamente no que diz respeito às refeições servidas no restaurante do estabelecimento”.

“Isto acontece, porque há má gestão e falta de promoção das pousadas localizadas na raia portuguesa”, alegou.

O presidente do Sindicato da Hotelaria e Turismo do Sul anunciou ainda que a próxima pousada a encerrar será a de S. Brás de Alportel, no Algarve.

“Vai acontecer o mesmo que aconteceu à pousada de Sousel. O grupo Pestana adquiriu as pousadas à ENATUR e fez um acordo com o Estado, em que as pousadas que não são históricas possam ser concessionadas a outras entidades”, explicou.

“Em Sousel, o grupo não conseguiu arranjar uma entidade para a transmissão da exploração do estabelecimento e prorrogou o prazo por mais três meses”, referiu Rodolfo Caseiro.

O Sindicato da Hotelaria e Turismo garantiu ainda que está a preparar uma manifestação em frente à sede do grupo Pestana, em Lisboa.

AYRM.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Tudoben

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