Lar de Degolados contesta suspensão de testes Covid-19 pela Segurança Social

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A Direção do Centro de Dia e Lar Nossa Senhora da Graça de Degolados está
preocupada com o facto da Segurança Social de Portalegre ter dado por concluído o
Programa de Rastreio Preventivo da Covid-19, que vinha proporcionando a realização
de testes Covid-19 aos trabalhadores e utentes das instituições que acolhem idosos no
distrito. Este Programa resultou de uma ação conjunta do Centro Distrital de
Portalegre do Instituto da Segurança Social, Comunidade Intermunicipal do Alto
Alentejo (CIMAA) e Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA).
Em e-mail enviado à Direção do Lar de Degolados, o Instituto da Segurança Social em
Portalegre refere que “uma vez testados todos os trabalhadores da Estrutura
Residencial para Pessoas Idosas dessa Instituição, o referido Programa de Rastreio
encontra-se concluído”.
Em resposta a este e-mail, os responsáveis pela instituição do concelho de Campo
Maior lamentam “o facto das entidades públicas de saúde terem dado como concluído
o programa de rastreio, quando se verifica o aumento diário de novos casos de
contágio”, acrescentando que “apesar do rigoroso cumprimento de todas as normas
sanitárias, não deixa de haver um risco considerável de contaminação que a acontecer
poria em causa toda a prevenção e esforço até agora feito. para garantia e
salvaguarda da saúde dos utentes e funcionários”.
Depois de sublinhar que, em função do rigoroso cumprimento de todas as normas
sanitárias, o Centro de Dia e Lar Nossa Senhora da Graça de Degolados já despendeu
cerca de 20.000 euros, com uma quebra de faturação na ordem dos 4.000 euros, a
Direção considera “inadmissível que as entidades públicas de saúde não queiram atuar
preventivamente, fazendo os testes aos funcionários da Instituição que vão entrar ao
serviço dia 1 de Junho”.
 Face ao exposto, os responsáveis pela instituição exigem a realização dos testes às 9
funcionárias que vão entrar ao serviço na próxima segunda-feira e referem que “sem
se fazerem os testes, não é possível uma prevenção responsável, pelo que, a
responsabilidade por eventuais contágios e suas consequências nunca poderá ser
imputada à Instituição que tanto se tem esforçado por minimizar os riscos, quer na sua
atuação quer no persistente apelo à colaboração das entidades públicas”.