MENSAGEM PARA O 54.o DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

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MENSAGEM PARA O 54.o DIA MUNDIAL
DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Neste Domingo da Solenidade da Ascensão do Senhor, celebramos também
o 54.o Dia Mundial das Comunicações Sociais, sob o tema «’Para que possas contar
e fixar na memória’(Ex. 10, 2). A vida faz-se história».
1. Como refere o Papa Francisco na sua mensagem assinada na Memória de São
Francisco de Sales, a 24 de Janeiro de 2020, «precisamos de respirar a verdade
das histórias boas: histórias que edifiquem e não as que destruam; histórias que
ajudem a reencontrar as raízes e a força para prosseguirmos juntos. […] Temos
necessidade duma narração humana, […] que saiba olhar o mundo e os
acontecimentos com ternura, (…) e revele o entrançado dos fios pelos quais
estamos ligados uns aos outros». O Papa alerta-nos para quatro atitudes,
imprescindíveis a todos os que trabalham nos vários meios de comunicação:
sapiência, coragem, paciência e discernimento. Para Francisco, «Numa época
em que se revela cada vez mais sofisticada a falsificação, atingindo níveis
exponenciais (o deepfake), precisamos de sabedoria para patrocinar e criar
narrações belas, verdadeiras e boas. Necessitamos de coragem para rejeitar as
falsas e depravadas. É necessária paciência e discernimento para descobrirmos
histórias que nos ajudem a não perder o fio, no meio das inúmeras dilacerações
de hoje; histórias que tragam à luz a verdade daquilo que somos, mesmo na
heroicidade oculta do dia a dia».Identificados com a Nota Pastoral para o 54.o Dia Mundial das Comunicações
Sociais, emitida pela Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e
Comunicações Sociais, também afirmamos: «nas circunstâncias atuais de
pandemia, a par com tantos heróis que estão na linha da frente a salvar vidas e
acompanhar os que são mais excluídos e isolados, teremos de reconhecer e
louvar o serviço fundamental e imprescindível da comunicação social. Toda ela,
mas de modo especial a de proximidade como seja a comunicação social
regional. Com escassos meios mas com profissionais generosos e zelosos no
desejo de comunicar, de oferecer a noticia, de auscultar as necessidades das
populações mais distantes e esquecidas, e alertando para o dever de justiça e de
partilha para com os que não têm voz nem vez na sociedade. Pelo seu trabalho
na coesão nacional, na promoção cultural, na relação que estabelecem entre
cidadãos que que estão fora do seu país e como dão expressão a tradições tão
importantes para a vivência comunitária, merecem o apoio que lhes é devido
pelas autoridades governativas e do poder público.»
3. Saudamos o esforço de servir as nossas populações com rigor, profissionalismo
e competência da Comunicação Social presente e ao serviço do tecido humano
da nossa Arquidiocese. Saudando com respeito e admiração o esforço
empreendido por todos, agradecemos a isenção e o rigor com que têm sabido
abordar os temas religiosos e a realidade eclesial desta região alentejana e
ribatejana.
4. Saudamos com especial identificação e gratidão os Meios de Comunicação
Social da Igreja ou de Inspiração Cristã e unimo-nos ao vosso esforço e à vossa
coragem para prosseguirmos na Missão que um dia assumimos.
Imploramos para todos a Bênção de Deus e a todos manifestamos o nosso
apreço e a nossa disponibilidade para colaborarmos com transparência na
Informação e no esclarecimento.