Ministro Pedro Marques anuncia arranque da requalificação da ferrovia em Elvas

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O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, anunciou este sábado, em Elvas na sequência das comemorações dos 358 anos da Batalha das Linhas de Elvas, que se vai iniciar a requalificação da ferrovia que faz a ligação do porto de Sines à fronteira com Espanha.
 
O governante, que discursou nas cerimónias do 14 de janeiro, anunciou que “a primeira empreitada dessa linha começará aqui em Elvas, com a modernização do troço até à fronteira, cujo concurso será lançado já no início da primavera, para que a obra seja iniciada ainda no decorrer deste ano, e fique concluída no próximo ano”, e com o apoio dos fundos europeus.

Uma obra que, para Pedro Marques, “irá renovar totalmente a linha existente, numa extensão de nove quilómetros, incluindo a reabilitação de duas pontes, o desnivelamento de passagens de nível, para aumentar as condições de segurança e assegurando a ampliação da estação de Elvas para receber comboios de mercadorias com 750 metros de comprimento, podendo tirar-se também melhor partido do projeto de ampliação do terminal 7 rodoferroviário e da instalação do Entreposto Aduaneiro, cuja segunda fase será agora desenvolvida”.

Um investimento que ascende a “18,5 milhões de euros só nesta empreitada, mas que marca o início da obra mais vasta, de toda a linha que ligará Sines à fronteira e contribuirá para desenvolver a economia nacional, tirando partido da nossa posição geostratégica, como porta de entrada para a Europa”. “Estamos, portanto, em tempos de grande evolução aqui em Elvas e o futuro apresenta-se com cada vez mais perspetivas para os elvenses. Da parte do Governo, posso assegurar o maior empenho em apoiar esse desenvolvimento. Correspondendo ao esforço da Autarquia e dos Elvenses que nos últimos anos elevaram Elvas a um novo patamar de competitividade e qualidade de vida a nível nacional”, afirmou o ministro.

Nesta passagem pela cidade Património Mundial o governante destacou ainda “os muitos projetos realizados recentemente pela Autarquia, de que a reabilitação do Forte da Graça, já referida pelo senhor Presidente da Câmara, é apenas um exemplo, são uma demonstração para todo o país de como se pode ser dinâmico no interior do país, e como esse dinamismo tem impacto no desenvolvimento do Concelho”.

Em termos de reabilitação do património, Pedro Marques lembrou a assinatura dos contratos Estado e a autarquia, no valor de 5 M€, que irão financiar a realização de três importantes projetos, que assim irão beneficiar do apoio de fundos europeus do Portugal 2020: a adaptação da antiga Casa dos Fornos para servir as Reservas do Museu de Arte Contemporânea de Elvas, que é hoje uma referência nacional e internacional ao nível da arte contemporânea; a iluminação de 19 monumentos, que irá dignificar ainda mais esses monumentos e embelezar a cidade, que assim ganhará mais vida; e a reabilitação e adaptação da antiga Manutenção Militar, que passará a acolher o Museu de Arqueologia e Etnografia”, que se inserem nos concursos para o Património Cultural e Natural do Portugal 2020.

Estas intervenções, segundo o ministro, permitem “devolver um importante conjunto de edificações à cidade, conferindo novos usos aos equipamentos que hoje não justificam já uma utilização militar, respeitando a sua história e as suas características, mas colocando-os ao serviço de utilizações que trazem mais desenvolvimento às nossas terras”, recordando o passo já dado com o Convento de São Paulo, incluído no “Programa Revive, que o Governo recentemente lançou, e em que este edifício foi pioneiro, irá dar uma nova vida ao Convento, que voltará a ter a dignidade de outros tempos, agora com uma utilização turística, que irá dinamizar a economia e gerar emprego”.

Pedro Marque deixou ainda uma palavra para os elvenses, “sabem, talvez melhor do que ninguém, o que isto significa: olhar para a posição geográfica como uma oportunidade, e saber aproveitá-la para atrair empresas e turistas, gerar atividade económica e criar empregos. Ao constituir-se, juntamente com Badajoz e Campo Maior, como uma Eurocidade, Elvas posiciona-se ainda mais para aproveitar esta dinâmica de desenvolvimento, tirar partido dessa união com a maior cidade da Extremadura Espanhola, e trazer mais desenvolvimento para os elvenses”.

Acrescentando que “o que no passado eram muralhas e fortificações para afastar os espanhóis, fazem hoje parte de um dos principais atrativos para trazer a Elvas os cidadãos do mundo, para poderem conhecer e usufruir desta magnífica cidade Património Mundial da Unesco, mas aproveitarem também a gastronomia, o comércio, a hospitalidade e simpatia que os elvenses tão bem sabem oferecer”.

Concluindo que “é mérito dos elvenses, que muito têm feito pela sua cidade e pelo seu concelho. É mérito dos empresários e das empresas, das coletividades e de todas as forças vivas do Concelho”.
CME