“Movimento Cívico Por Elvas” esclarece!

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Comunicado: Movimento Civico Por Elvas

Para esclarecimento sobre a notícia avançada pelo “Linhas de Elvas” do dia 25-01-2018, o “Movimento Cívico por Elvas” informa o seguinte:

 O senhor Sérgio Ventura aceitou, sem qualquer reserva, o convite de Rondão Almeida para integrar o segundo lugar da lista para a câmara, em substituição de Elsa Grilo.

Pelo resultado eleitoral, e por decisão legítima da candidatura vencedora do PS, o senhor Sérgio Ventura ficou eleito na vereação mas sem pelouro. Portanto, sem qualquer vencimento ou remuneração pelo cargo de vereador.

Foi também tendo em conta o número de eleitores que confiaram a qualidade das suas vidas naquela candidatura independente, que todo o grupo de apoio a Rondão Almeida, decidiu alimentar a semente de intervenção, reforçando o compromisso pela responsabilidade civil e política de um colectivo que se pretende alargado a cidadãos livres de boa vontade em exercer cidadania com dignidade.

Desta reconstrução, surgiu o Movimento Cívico por Elvas (MCPE) que, por pretender assumir publicamente o compromisso pela defesa de princípios éticos, publicou um Regulamento e um Código de Conduta.

É certo que, ao integrar uma candidatura independente, o senhor Sérgio Ventura não estava sujeito a disciplina de voto, devendo, contudo, actuar em lealdade à sua consciência cívica. É este o primado de qualquer movimento Cívico independente.

Sem querer saber as razões, o senhor Sérgio Ventura tem todo o direito e liberdade em desvincular-se das pessoas que nele confiaram; mas por coerência, por transparência nas intenções, por carácter e pela ética, é de bom senso comum, que o senhor Sérgio Ventura deveria também demitir-se da vereação, dando lugar a outro cidadão que ainda acredita nas causas públicas e princípios em que os eleitores votaram.

Fica reservado a toda a sociedade elvense, o direito de suspeitar sobre as razões de conveniência e oportunismo de tal incongruência. Pois, não terá sido por acaso, que o vereador Sérgio Ventura não votou contra a proposta do executivo PS em aumentar as taxas municipais a partir deste mês, em desacordo com o programa que ele próprio defendeu em campanha em nome do então movimento “Rondão Almeida, Elvas nosso Partido”.

Ficamos sem saber se o senhor Sérgio Ventura foi leal à sua consciência cívica ou à sua ambição pessoal, contudo, uma certeza fica: o senhor SV violou a lealdade pelo bem comum.

Todas as pessoas são livres de trabalharem o seu destino, mas na política, estão em causa valores que, por serem colectivos, não podem ser usados ou servirem para objectivos pessoais. É ao contrário! Na política, o destino individual de quem assume compromissos perante os eleitores é que fica à mercê dos interesses dos destinos colectivos.

Conquistar confiança e reputação é cada vez mais difícil. Demora muito tempo e exige muitas provas de integridade. Casos como este, descredibiliza todos que actuam no meio cívico e político e afasta potenciais cidadãos com motivações sérias e honestas.

Nós, elementos do MCPE, somos independentes; mas militantes pelas causas da transparência, da cidadania em liberdade e pela responsabilização dos actos públicos.

Independentemente das ideologias partidárias, precisamos de todas as boas vontades, para vencermos a praga do oportunismo político.

Lamentamos que a população seja fustigada com casos tristes destes, em vez de dedicarmos a nossa energia no debate de soluções para os problemas reais do concelho. Mas tínhamos de agir porque não somos todos iguais.

Indignação sem acção, não deixa de ser uma forma de conformismo, com consequências semelhantes a uma cumplicidade passiva pelo silêncio, perante a falta de ética, de carácter e de impunidade.

Pela dignidade na missão cívica,

MCPE