Museu de Arte Contemporânea sai do edifício para assinalar os dez anos

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O 10º aniversário do Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) foi comemorado este sábado com a inauguração da exposição “Uma Coleção = Um Museu | 2007 – 2017″, com curadoria de João Silvério, e que, para além do museu, conta com a exibição de peças de arte contemporânea no Auditório São Mateus, Casa das Barcas, Cisterna, Cine-Teatro Municipal, Museu Militar de Elvas, Paiol de Nossa Senhora da Conceição, Sala Públia Hortênsia de Castro, na Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo, e na sede de “O Elvas” Clube Alentejano de Desportos. 

Na inauguração desta exposição, o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, explicou que este foi um projeto muito complexo desde o início, mas foi um desafio que aceitámos e em boa hora o fizemos, pois temos conseguido dinamizar a arte contemporânea, o espaço, e conseguimos colocar Elvas no roteiro nacional e internacional”.

Nuno Mocinha adiantou ainda estarmos “na presença de uma das melhores coleções de arte contemporânea, uma vez que o Dr. António Cachola cedeu a sua coleção para aqui estar em exposição e dar a conhecer os artistas que a compõem, o que tem dinamizado este espaço, sendo que a pouco e pouco temos vindo a tornar público o enorme espólio que constitui este núcleo museológico”.

Para comemorar os “dez anos decidimos sair do museu, assim temos mais oito locais na cidade com peças desta coleção, mas não nos ficámos por aqui, temos também uma exposição em Badajoz, em Mérida, em Olivença e este domingo inauguramos em Évora, na Fundação Eugénio de Almeida. É este o dinamismo que queremos implementar, e por isso ainda vamos ter exposições em Sines, Almodôvar e em Marvão”.

O curador Jorge Silvério salientou que “os artistas são a base deste trabalho, e ser curador desta exposição é uma honra. A coleção António Cachola é um exemplo a nível nacional”, acrescentando que esteve presente “na primeira exposição que aqui teve lugar, na sua inauguração, já cá estive outras vez, e é uma honra estar aqui hoje para assinalarmos os dez anos de uma exposição que apresenta um olhar para o passado, mas também para o futuro”.

Neste âmbito, deixou um agradecimento a todos quantos “tornaram possível este projeto ser uma realidade” e em “especial á Câmara Municipal de Elvas por ter aceite este desafio e hoje este espaço ter a dinâmica que tem no contexto nacional e internacional”.

Após a inauguração da exposição, seguiu-se um périplo pelos restantes locais da cidade com peças da coleção, apresentadas ao público presente, entre eles os artistas desta coleção, pelo curador Jorge Silvério, que foi dando explicações sobre as obras apresentadas.

Atualmente a Coleção António Cachola é composta por mais de 700 peças, de 124 artistas nacionais, sendo que inicialmente era composta por um total de 600 peças, nas áreas da pintura, desenho, gravura, escultura, instalação, vídeo e fotografia, e exclusivamente produzidas por artistas portugueses e datadas a partir dos anos 80 do século XX. É uma coleção dedicada à produção de jovens artistas portugueses, balizada a partir dos anos 80 do século XX, que acompanha a atualidade imediata através desse segmento específico que é o terreno das afirmações de novíssimos nomes e das continuidades e consolidações de nomes porventura menos jovens.