Obras de Francisco Tropa e Pedro Paiva & João Maria Gusmão no Chiado8
As peças da coleção António Cachola, do Museu de Arte Contemporânea de Elvas, vão voltar a marcar presença, a partir de sexta-feira dia 13, no Chiado 8 – Espaço Fidelidade Arte Contemporânea, em Lisboa.A nova exposição do ciclo da coleção neste espaço de arte contemporânea da capital, conta com obras de arte de Francisco Tropa e Pedro Paiva & João Maria Gusmão e vai ser inaugurada esta sexta-feira, pelas 22 horas, no Chiado 8, ficando patente ao público de 16 de maio a 8 de julho.
A mostra, com curadoria de Delfim Sardo, pode ser visitada de segunda a sexta, das 12 às 20 horas, com entrada livre, e apresenta uma visão conjunta das obras na Coleção António Cachola de Francisco Tropa e da dupla Pedro Paiva e João Maria Gusmão, artistas que representaram Portugal na Bienal de Veneza em edições consecutivas, respetivamente 2009 e 2011.
De gerações muito próximas, os percursos destes artistas têm vindo a desenvolver-se em torno de universos ficcionais que configuram efetivas mundividências. Os seus projetos vão-se articulando entre si ao longo do tempo, tecendo continuidades e desvelando genealogias pessoais em percursos idiossincráticos e completamente únicos. A construção da exposição partiu da possibilidade de fazer conviver e confrontar os seus projetos, convocando novos sentidos e acrescentando novas complexidades à teia de relações que as obras apresentadas possibilitam.
As obras que se apresentam, nas três salas do espaço da Chiado 8 (os dois filmes em 16mm de Pedro Paiva e João Maria Gusmão e as peças de Francisco Tropa) possuem em comum a remissão para contextos ficcionais cujos contornos nunca são explícitos, bem como um fino humor que assenta, em ambos os casos, na ambiguidade entre a real possibilidade e a construção ilusória. Em ambos os casos, também, esta ilusão, o golpe do prestidigitador, denuncia-se desvelando o mecanismo interior da possibilidade sedutora do mistério.
O mês de maio, que em Portugal se anuncia vir a ser consagrado à arte contemporânea, graças à realização da feira internacional ARCO Lisboa, que decorre de 26 a 29 de maio, é para o MACE e a Coleção António Cachola a continuidade na aposta da projeção nacional e internacional dos artistas portugueses, com um programa de iniciativas que lhes é especialmente dedicado e tem por ambição reforçar as ligações entre Madrid e Lisboa, destacando a relevância estratégica e a oferta cultural da cidade de Elvas no circuito que será agora motivado pela arte contemporânea.
CME
