Operação Sistina: GNR e PSP articuladas em ação nacional de grande envergadura

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gnr1A GNR e a PSP estão a cooperar, hoje de madrugada, na operação “Sistina”, a primeira ação nacional de grande envergadura articulada e simultânea das duas forças policiais para prevenção de infrações rodoviárias e criminalidade em geral.

A ação conjunta decorre entre as 00:00 e as 06:00 de hoje, integrando-se na Operação Páscoa, que as forças policiais têm no terreno até segunda feira.

“É uma operação determinada pelo Ministério da Administração Interna, em estreita colaboração com a GNR, que visa essencialmente a prevenção criminal e contraordenacional nesta época festiva”, sintetizou o subcomissário Daniel Oliveira, da PSP/Porto.

No distrito do Porto, onde a agência Lusa acompanhou parte das operações, a GNR mobilizou 70 militares e 23 viaturas, enquanto que a PSP destacou para as fiscalizações 130 agentes e 30 viaturas.

A GNR enviou para o terreno efetivos dos destacamentos territorial, de trânsito, de ação fiscal e de intervenção, para além de efetivos do Núcleo de Investigação Criminal e de dois cães-polícias, o Tito, especializado na deteção de droga e o Scooby, que deteta explosivos, explicou o tenente Nuno Alves, daquela força policial.

Por sua vez, a PSP mobilizou agentes da Divisão de Trânsito, esquadras territoriais, Divisão de Investigação Criminal e Corpo de Intervenção, contou o subintendente Coelho de Moura.

Faria Guimarães e Marquês, no Porto, Póvoa de Varzim, Matosinhos, Vila do Conde e Gaia foram as áreas que a PSP privilegiou na sua atuação, enquanto que a GNR fechou a autoestrada 28, em Modivas, Vila do Conde, no sentido norte-sul, desviando o trânsito para o interior de uma área de serviço, para fiscalizar todas as viaturas.

Outro posto de fiscalização foi instalado junto ao nó de Coimbrões, Gaia, classificado como “ponto negro” pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

O balanço nacional da operação será feito a meio da manhã pelo Comando Geral da GNR e pela Direcção Nacional da PSP.

No Porto, ao final da primeira hora da operação Sistina, a PSP ainda não havia ainda ocorrências de relevo, de acordo com o subcomissário Daniel Oliveira.

Ao termo da segunda hora de fiscalizações, a GNR registava alguns casos de condução em excesso de velocidade e um de posse de droga, conforme explicou o tenente Silva Lopes, do Destacamento de Trânsito do Porto.

Os automobilistas dividiram-se entre a compreensão e as críticas à multiplicidade de postos de controlo montados pelas forças policiais.

“Fui abordado há pouco em Viana do Castelo e já estou aqui [em Modivas] outra vez parado por ordem policial”, queixou-se à Lusa Carlos Silva, um automobilista do Alto Minho que se dirigia ao Porto.

Também controlado por duas vezes, na fronteira de Valença e em Modivas, foi um grupo de jovens galegos que se dirigia ao Algarve na despedida de solteiro de um deles.

“Não há problemas. Entendo”, disse Domingues Martin, um desses jovens.

No Porto, o condutor Manuel Fernandes também aceitou de bom grado a fiscalização policial a que foi sujeito porque – disse – “hoje em dia há muita condução agressiva”.

JGJ

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Tudoben

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