Portugal é o país mais otimista com chegada dos veículos elétricos

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Consideram que o veículo elétrico se torna rentável a partir do momento em que o preço do combustível seja superior a 1,30€/l.

O Caderno Automóvel do Observador Cetelem 2012 revela que 76% dos consumidores portugueses está convencido de que o veículo elétrico irá permitir reduzir os custos de utilização com o automóvel. Contrariando a média europeia, que avalia que o veículo elétrico se tornará rentável assim que o preço do combustível atingir 3,40€/l, os portugueses justificam a necessidade de mudar para um veículo elétrico a partir do momento em que o preço do combustível seja superior a 1,30€/l.

Esta análise específica do Observador Cetelem revela algumas disparidades entre países. Os mais razoáveis são os alemães, belgas, espanhóis, franceses e italianos que consideram que o veículo elétrico se torna rentável a partir do momento em que o preço de combustível se situe ente 2€ e 3€. O preço deverá ser ainda mais elevado para alguns, para justificar a necessidade de mudar para o veículo elétrico, como é o caso dos britânicos (3,80€/) e dos polacos (5,70€/l).

Segundo o Observador Cetelem, o veículo elétrico parece ser uma fonte de economia em termos de utilização. Percorrer 100 km num veículo elétrico não custará mais de 2,40 €, ou seja, três vezes menos do que o que se gasta com um veículo a gasolina ou a gasóleo. Além do mais, as despesas de manutenção serão substancialmente menores (segundo os especialistas, entre 20% e 50% inferiores). Assim, os consumidores só terão em média um acréscimo de cerca de 20 € à fatura mensal de eletricidade. Para 76% dos portugueses a utilização do veículo elétrico irá permitir-lhes fazer algumas economias.

Nesta 6.ª edição do Caderno Automóvel do Observador Cetelem o perímetro do estudo foi alargado a dez países. Pela primeira vez, a Rússia e a Turquia integraram o estudo, juntando-se à Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Polónia, Portugal e Reino Unido. As análises económicas e de marketing, bem como as previsões, foram efetuadas em colaboração com a sociedade de estudos e consultoria BIPE (www.bipe.com). Os inquéritos no terreno foram conduzidos pela TNS Sofres, em setembro de 2011. Na totalidade foram inquiridos 6.000 europeus, representativos da população total.

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