Portugal entre os países com menor número de jovens que não encaram o seu dia-a-dia sem carro

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Foto: Arquivo

71% dos jovens portugueses não imaginam viver sem automóvel

Um em cada três jovens da Península Ibérica consideram que a compra de um automóvel não representa um marco obrigatório na sua vida. No entanto, em Portugal 71% não encara a possibilidade de viver sem carro e em Espanha essa percentagem fica pelos 70%. A Bélgica surge como o país da Europa com maior percentagem, 87%. São dados revelados pelo Caderno Automóvel do Observador Cetelem, que nesta 5.ª edição analisa as tendências dos jovens no mercado automóvel.

Condicionados por recursos limitados, não convencidos da utilidade do automóvel em meio urbano ou simplesmente não necessitando, poderíamos imaginar que os jovens estão resignados a viver sem automóvel. Todavia, apenas 22% em média dos indivíduos com menos de 30 anos encaram essa possibilidade: uma percentagem inferior à registada entre os indivíduos com mais de 50 anos (24%).

Portugal surge nesta análise como um dos países com maior número de jovens que consegue encarar o seu dia-a-dia sem automóvel. Já entre os indivíduos com mais de 50 anos os valores são semelhantes aos restantes países europeus, 78% não conseguem imaginar a sua vida sem carro.

Conceição Caldeira, responsável pelo Observador Cetelem justifica esta tendência com o «decréscimo da utilização do automóvel na Europa. O número de quilómetros percorridos todos os anos tem vindo a diminuir de forma contínua nos últimos anos. No entanto, o automóvel continua a ser o único vector de mobilidade, uma vez que oferece uma total flexibilidade e liberdade em termos de distâncias, destinos, horários, itinerários, etc.»

As análises económicas e de mercado do Caderno Automóvel do Observador Cetelem 2011, bem como as previsões, foram realizadas em colaboração com o Instituto de estudos e de consultadoria BIPE (www.bipe.com). Os inquéritos aos consumidores foram conduzidos pela TNS em Julho de 2010. No total foram inquiridos 4.800 europeus, divididos em sub populações representativas dos grupos etários de cada país, num novo perímetro do estudo, que é agora constituído por oito países. Pela primeira vez nesta edição, a Bélgica e a Polónia vieram alargar o perímetro de estudo, juntando-se à Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Itália e Portugal.

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