82% dos consumidores portugueses considera os vendedores pouco “apaixonados” e atentos

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O Observador Cetelem 2011 fez uma análise profunda da relação entre o consumidor e o vendedor e concluiu que na última década se verificaram profundas mudanças nesta relação. O estudo refere que está a surgir um novo tipo de vendedor atento às necessidades do consumidor, que lhe responde com honestidade e contribuiu para valorizar a imagem da loja ou da sua marca. Trata-se do vendedor “apaixonado”. Em Portugal este tipo de vendedor é ainda pouco comum. Apenas 18% dos consumidores considera que o vendedor mostrou ser apaixonado pela sua àrea.

«O vendedor apaixonado é aquele que vai abrir novos horizontes ao consumidor e, sobretudo aquele cujos conselhos de venda serão desligados de qualquer objectivo comercial. Consequentemente, os seus conselhos serão os mais valorizados, ainda que se prejudique o orçamento. É um tipo de comportamento que tem uma influência ainda mais ampla para a marca. Estas experiências são muito apreciadas pelos consumidores e podem influenciar quer o seu comportamento de compra futuro, quer a forma como vêem uma marca e a recomendam.», afirma Conceição Caldeira Silva, responsável pelo Observador Cetelem em Portugal.

Os vendedores abandonam deste modo a sua faceta de comercial para adoptar a postura de um conselheiro totalmente atento às necessidades expressas pelo cliente. No entanto, este tipo de vendedor é ainda um perfil minoritário em Portugal, mas com tendência a mudar, pois será a forma de voltar a conquistar a confiança dos consumidores.

As análises e previsões do Observador Cetelem foram efectuadas em Dezembro de 2010, em colaboração com o gabinete de estudos e de consultadoria BIPE. As sondagens aos consumidores foram realizadas com base num inquérito barométrico, realizado através da Internet e aplicado, também, por amostras representativas das populações nacionais (maiores de 18 anos) de treze países: Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Reino Unido, Rússia e Eslováquia. No total foram inquiridos mais de 8.700 europeus, com amostras de pelo menos 500 indivíduos por país.

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