Carta Arqueológica de Reguengos de Monsaraz reúne cerca de 1.500 sítios arqueológicos

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A “Carta Arqueológica de Reguengos de Monsaraz – De Tempore Antico” vai ser apresentada no dia 26 de setembro, às 10h, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Reguengos de Monsaraz. O livro, editado pelas Edições Colibri e pelo Município de Reguengos de Monsaraz, resulta da investigação arqueológica desenvolvida por Rui Mataloto, arqueólogo da Câmara Municipal de Redondo e autor de diversos trabalhos sobre o território alentejano entre o Neolítico e o final da Época Romana, e por André Pereira, Gestor de Ciência no Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, que possui uma vasta experiência em trabalhos de campo em Arqueologia desde 2003, com destaque para prospeções arqueológicas no âmbito da minimização de impactes ambientais.

 

A apresentação da Carta Arqueológica de Reguengos de Monsaraz está integrada nas Jornadas Europeias do Património, organizadas de 18 a 27 de setembro pelo Conselho da Europa e pela Comissão Europeia, que é o evento cultural mais participado pelos cidadãos da Europa, constituindo uma oportunidade de celebração do mosaico cultural europeu. A publicação, que recupera no título a expressão “de tempore antico”, que foi usada no Foral de Monsaraz de 1276, constitui um instrumento essencial de trabalho e de gestão do território, permitindo integrar informação arqueológica rigorosa e georreferenciada no Plano Diretor Municipal e apoiar a salvaguarda do património perante futuras intervenções no território, como o circuito hidráulico de Reguengos de Monsaraz. É simultaneamente um documento técnico em contínua construção, um repositório de décadas de investigação e um meio de aproximar o passado arqueológico de todos os reguenguenses.

 

A carta arqueológica reúne cerca de 1.500 sítios arqueológicos, fazendo de Reguengos de Monsaraz um território de excecional riqueza e densidade patrimonial e um dos mais intensamente estudados pela Arqueologia portuguesa. Para a elaboração deste documento foram revistas mais de 4.500 entradas arqueológicas existentes em diferentes inventários, efetuados mais de 1.500 quilómetros percorridos a pé pelo concelho, 80 dias de trabalho de campo e mais de 300 horas de tratamento de informação, num amplo trabalho de revisão, relocalização e sistematização de informação.

 

O inventário documenta uma ocupação humana que se estende desde o Paleolítico até à Época Medieval e Moderna, destacando-se a paisagem pré-histórica do concelho, onde há cerca de 5.000 anos foram erguidos mais de uma centena de monumentos megalíticos, entre os quais, atuais sítios de referência internacional, como o Complexo Arqueológico dos Perdigões.