Aljustrel: Jerónimo de Sousa diz que contrato de concessão das minas tem “face oculta”

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jeronimo_sousaAljustrel, Beja – O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou ontem o Governo de “recusar” prestar informações sobre a concessão das minas de Aljustrel à holding I’M SGPS, referindo tratar-se de um contrato “com face oculta”.

“É bem caso para dizer, agora que isto está na moda, que é um contrato com face oculta, porque o Governo se recusa a dizer aos aljustrelenses” quais são o conteúdo e os objectivos do contrato, disse Jerónimo de Sousa, no final de um almoço convívio do PCP, em Aljustrel (Beja).

Apesar de o PCP, através de perguntas do deputado comunista eleito pelo distrito de Beja, José Soeiro, já ter “exigido” várias vezes ao Governo informações sobre o contrato com a I’M SGPS, proprietária da empresa concessionária das minas de Aljustrel, a Pirites Alentejanas, a resposta tem sido “zero”, lamentou Jerónimo de Sousa.

O líder dos comunistas criticou ainda o primeiro-ministro, José Sócrates, por, no passado domingo, também em Aljustrel, ter homenageado o ex-ministro da Economia, Manuel Pinho, “pela forma como conduziu os processo das minas”, mas “não foi capaz de dizer aos mineiros para quando a reabertura das minas e da produção”.

José Sócrates aproveitou domingo a sua presença em Aljustrel para homenagear Manuel Pinho, por ter sido “o membro” do anterior governo que “mais se empenhou para que as minas de Aljustrel não fechassem”.

Na sua primeira visita a Aljustrel após as eleições autárquicas de 11 de Outubro, quando a CDU perdeu a Câmara local para o PS, Jerónimo de Sousa disse para se “desiludirem” aqueles que pensam que os comunistas, por terem perdido a Câmara, “vão abdicar de lutar pelos interesses e direitos dos mineiros, dos trabalhadores e do povo de Aljustrel”.

O líder dos comunistas disse ainda que, “se fosse presidente da Câmara de Aljustrel”, sentia-se “ofendido”, porque “parece que o presidente não teve mérito nenhum” na conquista da Câmara para o PS.

Parece que “foi a convergência dos votos da direita e o trabalho de Manuel Pinho, ou seja, o uso do aparelho de Estado, que deram a vitória ao PS” e “não o mérito da sua lista e dos seus eleitos”, disse.

Na sua intervenção no almoço convívio do PCP, o antigo autarca comunista de Aljustrel, Manuel Camacho, ao falar da derrota da CDU na Câmara e visivelmente emocionado, disse que “aqueles que foram atrás das promessas vãs” do PS, “mais cedo ou mais tarde vão arrepender-se”.

LL.

Lusa/Fim

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