Alter do Chão/Ambiente: Valnor quer investir 2 ME euros em unidade de Combustíveis Derivados de Resíduos

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valnor_not_indAlter do Chão, Portalegre – A Valnor, empresa responsável pela reciclagem de lixo no norte alentejano, anunciou hoje estar disponível para investir cerca de dois milhões de euros na criação de uma unidade de Combustíveis Derivados de Resíduos (CDR`s).

O anúncio foi feito pelo administrador da Valnor, Rui Gonçalves, durante uma visita do secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, à unidade alentejana.

“Nós estamos a produzir CDR`s, através de uma parceria com a cimenteira SECIL. Se este material tiver capacidade para funcionar nos fornos das cimenteiras, a Valnor está disponível para investir cerca de dois milhões de eurs numa instalação fixa”, disse.

A central de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB) da Valnor, em laboração há cerca de dois anos, é responsável pela valorização de cerca de 55 por cento dos resíduos sólidos urbanos (RSU) rececionados pela Valnor.

Destes 55 por cento de RSU, cerca de 15 por cento são materiais recicláveis captados no tratamento mecânico, como os plásticos, cartão, vidro e metais.

Os materiais rolantes são, por sua vez encaminhados para processamento na unidade de separação automática de embalagens leves, sobrando ainda cerca de 45 por cento de resíduos sem tratamento possível cujo destino é o aterro sanitário.

Para recuperar esses resíduos, a Valnor, em parceria com a SECIL, tem em funcionamento uma instalação piloto com vista à transformação destes resíduos destinados a aterro em CDR`s.

O produto obtido destes resíduos será utilizado como combustível de substituição dos combustíveis fósseis nas cimenteiras da SECIL, beneficiando-se assim de um combustível de origem renovável.

“Este projeto e o investimento que a Valnor vai fazer nesta área permite à nossa empresa colocar-se muito acima do que são as metas nacionais e comunitárias em termos de desvio de matéria de aterro. Este é o nosso objetivo”, declarou Rui Gonçalves.

“Quanto menos resíduos colocarmos em aterro mais sucesso a Valnor terá”, sublinhou.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, mostrou-se satisfeito com a “aposta notável e inovadora” desenvolvida pela Valnor em parceria com a SECIL nesta área.

O governante sublinhou ainda que em Portugal existem sete centrais de TMB e que, no decorrer deste ano, o território nacional vai albergar ainda mais cinco, sendo que uma dessa centrais, situada na região de Leiria, já se encontra em fase de testes.

“Nós temos mais dez centrais de TMB programadas, porque esta é uma solução que o país precisa, mas é uma solução complementar porque nós precisamos de diversidade de soluções. Ainda temos que encontrar as boas saídas para o composto, para os CDR`s”, sublinhou.

Durante a visita de Humberto Rosa à Valnor, Rui Gonçalves anunciou ainda que a empresa espera desenvolver, em breve, um projeto na área da produção de eletricidade, através de matéria orgânica.

“Esse processo permitirá produzir eletricidade que chegará não apenas para as necessidades da Valnor, mas também ter um rendimento líquido da produção energética”, revelou, sem adiantar mais pormenores sobre esta matéria.

A Valnor é a empresa responsável pela gestão, valorização e tratamento dos lixos produzidos em 19 municípios, 15 deles do distrito de Portalegre, aos quais se juntam Mação, Sardoal e Abrantes (Santarém) e Vila de Rei (Castelo Branco).

A empresa tem como acionistas a Empresa Geral de Fomento, representando 51 por cento do capital, e os 19 municípios detêm os restantes 49 por cento.

HYT.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Tudoben

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