Cedilhe/Montalvão: Por um Tejo Vivo
Nota de Imprensa:

No seguimento das Jornadas Ibéricas recentes na Azambuja em defesa do Tejo. http://movimentoprotejo.blogspot.com/2011/05/conclusoes-das-v-jornadas-por-um-tejo.html
Assinalando grandes manifestações ocorridas nos últimos anos em defesa do Tejo vai a “rede do tejo” com as organizações aderentes, este ano também fazer uma acção que ocorrerá no próximo domingo na barragem da Iberdrola em Cedilhe/Montalvão (uma barragem espanhola construída em território português!).
Esta acção realizar-se-á em paralelo, em vários locais do Tejo em Espanha e Portugal
Constará da afixação de duas faixas de razoável dimensão( Rede do Tejo “Por um Tejo Vivo” nas duas línguas) do envio de uma nota de imprensa directamente do local. Da leitura de um manifesto.
Estarão presentes responsáveis das principais associações ambientalistas de um lado e doutro da fronteira. O ambiente não tem fronteiras.
10:30H
ponto de encontro frente ao Teatro de Nisa
coordenadas (39.516553,-7.65097)
11:00H
Acção | Barragem de Cedilhe
coordenadas (39.66406,-7.539929)
13:00H
Almoço – Taverna da Vila de Nisa ( deve ser confirmado para 932039759 begin_of_the_skype_highlighting 932039759 end_of_the_skype_highlighting, josemariamoura@gmail.com até a noite de sexta feira)
coordenadas (39.517306,-7.649108)
A praia fluvial do Alamal ganhou a bandeira azul no ano de 2005 e nos anos seguintes tem vindo a alternar anos em que perdeu a bandeira azul (2006, 2008 não hasteada, 2009 e 2011) com anos em que recupera a bandeira azul (2007 e 2010).
1º Os anos hidrológicos com maior incidência da seca e nos quais se verificou o incumprimento dos caudais ecológicos da Convenção de Albufeira foram os anos de 2004/05, 2005/06 e 2008/09.
O menor fluxo de água devido a caudais mais reduzidos retiram ao rio a capacidade de diluir a poluição e portanto piora os indicadores fisico quimicos que são necessários para alcançar uma qualidade de água digna da bandeira azul.
Por este motivo os caudais ecológicos insuficientes influenciaram no passado a qualidade da água na praia fluvial do Alamal e contribuiram para que perde-se a bandeira azul nos anos de 2006 e 2008.
2º A perda da bandeira azul este ano, 2011, reporta-nos a uma nova realidade visto que apesar das elevadas precipitações ocorridas e aos maiores caudais que fluem no rio Tejo constata-se que ainda assim não estão a ser capazes de diluir a poluição vertida no rio que se pressupõe que estará a aumentar.
E dizemos pressupõe porque o relatório sobre a aplicação da Convenção de Albufeira não contempla uma avaliação do bom estado ecológico da água (qualidade da água) que passa de Espanha para Portugal.
Mas é certo que a água que vem de Espanha entrando pela Barragem de Cedilho já vem muito poluída e concerteza estarão a aumentar os níveis de poluição e a colocar em risco a capacidade de Portugal cumprir com o bom estado ecológico das águas exigido pelas normas comunitárias.
Esta contaminação da água é resultado de descargas descontroladas e ilegais; a ausência ou insuficiência de sistemas de depuração de águas residuais; assim como a contaminação difusa derivada do excesso de fertilizantes e tratamentos na agricultura.
A escassez de caudais agrava significativamente os problemas de qualidade.
A este respeito, o Presidente do INAG, Orlando Borges, já afirmou que os caudais previstos na Convenção de Albufeira são insuficientes e que se não forem mais elevados “estamos fritos”.
É necessária uma revisão da Convenção de Albufeira para a adaptar às exigências da DQA. Concretamente, esta revisão deverá contemplar:
• A adopção do regime de caudais ecológicos contemplados na directiva quadro na Convenção de modo a que contribuam para alcançar os objectivos de bom estado ecológico que devem orientar os novos planos de gestão da bacia de ambos os lados da fronteira.
• A incorporação de critérios de qualidade no regime de caudais que passam de Espanha para Portugal. Estes parâmetros de qualidade são fundamentais para garantir o cumprimento dos objectivos da DQA de ambos os lados da fronteira
• Supressão da reserva de 1.000 hm3 para transvases do Tejo prevista no Convénio, visto que não existem esses excedentes na bacia hidrográfica do Tejo. A existência desta reserva limita uma gestão integral da bacia com base em critérios de sustentabilidade.
Quercus – Núcleo Regional de Portalegre
proTejo | Rede do Tejo
