Cereais: Produção mundial é insuficiente

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Produção mundial é insuficiente – Consumo é superior à produção

Segundo as últimas estimativas do Conselho Internacional de Cereais (CIC), divulgadas no passado dia 20 de Janeiro, durante a presente campanha agrícola vão produzir-se no Mundo cerca de 809 milhões de toneladas de milho e consumir-se 842 milhões de toneladas. A diferença de 33 milhões de toneladas que existe entre a procura e a oferta disponível constitui uma boa oportunidade para um sector que possui um elevado potencial e se quer mais competitivo. Dinamismo e competitividade foram um dos apelos lançados aos mais de 450 participantes do 6º Encontro Nacional do Milho realizado a semana passada em Santarém.

Portugal possui condições de produção extremamente favoráveis para a produção de milho, sendo reconhecido que os produtores nacionais se encontram entre os mais produtivos a nível mundial. Cabe ao Estado aproveitar os fundos comunitários colocados ao serviço da nossa agricultura e concertar com os produtores nacionais de milho, estratégias que permitam o desenvolvimento desta cultura nos perímetros de rega existentes e nos que agora se estão a concluir, entre os quais se destaca Alqueva.

Segundo Luís Vasconcellos e Souza., presidente da Anpromis “o milho afigura-se como a única cultura capaz de, em extensão, vir a ocupar uma parte significativa dessa área, contribuindo para o desenvolvimento económico do Alentejo e para o imprescindível acréscimo do nosso Produto Agrícola Bruto».

De acordo com o calendário previsto para o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, este perímetro de rega vai disponibilizar no final de 2013 cerca de 110.000 hectares de novas áreas de regadio. Estando já actualmente ocupados cerca de 50.000 hectares com culturas como o olival, a vinha e o milho, existe ainda um potencial de cerca de 60.000 hectares cujo aproveitamento urge definir. «O Alqueva é um projecto nacional, o Estado deve concertar com os produtores de milho estratégias que permitam o desenvolvimento desta cultura na região», acrescenta Luís Vasconcellos e Souza.

O maior desafio com que a fileira do milho se depara em Portugal, é o aumento do nosso grau de auto-abastecimento, aproveitando também para isso as novas áreas de regadio que vão surgindo.

Há necessidade de se encontrar um equilíbrio para os sectores pecuários que tradicionalmente consomem maiores quantidades de milho como os bovinos de leite, suinícola e avícola. Na verdade, o facto destes sectores não conseguirem fazer repercutir no consumidor final, os recentes aumentos verificados com a alimentação e a energia são constrangimentos actuais para o sector.

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