Norte Alentejanos, vão ficar “a ver passar comboios”

Decorreu esta quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011, uma conferência de imprensa internacional em favor das ligações ferroviárias no Distrito de Portalegre.
O encontro aconteceu pelas 10.30h, junto à Estação de Caminhos de Ferro nas Fontainhas –Elvas.
Jose Janelas Presidente do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza), começou por apresentar os vários elementos presentes, na conferencia e as respectivas Instituições que representavam. Organizações Não Governamentais de Ambiente portuguesas e espanholas, assim como representantes de diversos movimentos sindicais.
A conferência que teve como objectivo principal mostrar publicamente a revolta das várias organizações em relação às medidas que estão a ser tomadas pelo Governo Português no que diz respeito à desactivação de vários comboios de serviços de passageiros, que irão afectar o Distrito de Portalegre e a Região de Extremadura.
Jose Vila Nova da Silva, da Confederação Geral dos trabalhadores Portugueses, referiu: “Se o governo levar pela frente o seu plano estratégico de acabar com o serviço de passageiros da linha de leste (serviço Regional) e no Ramal de Cáceres (Internacional Lisboa – Madrid) com paragem em Marvão-Beirã, a região do Norte Alentejo, ficará a ver passar comboios, não tirando deles qualquer partido e acabando por o Distrito de Portalegre ficar completamente esquecido”.
Para este responsável sindical, se a ferrovia da região tem poucos utentes, tal deve-se a factores como, horários inadequados, material de transporte obsoleto, falta de conforto das estações e exploração assente em moldes arcaicos.
Miguel Fontes, em representação dos Sindicatos do Ferro Carril Extremenho, expressou a sua indignação com as medidas do governo Português em desactivar os serviços de passageiro.
“Os comboios que unem Portugal e Espanha, mais propriamente entre a Extremadura Espanhola e o Alentejo, não podem terminar. São duas regiões deprimidas e o fim dos transportes ferroviários de passageiros, impede o desenvolvimento económico, irá aumentar o desemprego e o isolamento destas duas regiões”.
