Ensino Superior: Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo é “porta para o futuro”

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univers_evoraÉvora, 29 Out (Lusa) – O reitor da Universidade de Évora, Jorge Araújo, defendeu hoje que o Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo constitui-se como “uma porta para o futuro” da instituição, que está a comemorar 450 anos de existência.

“O Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (PCTA) é uma porta para o futuro, na medida em que é a partir daí que poderá surgir inovação tecnológica e parcerias com os grandes clusters industriais da região”, afirmou Jorge Araújo.

O reitor da Universidade de Évora falava à agência Lusa a propósito do colóquio internacional “Um passado com futuro”, que se realiza entre hoje e sábado para assinalar os 450 anos da instituição alentejana.

A iniciativa pretende reunir especialistas que investigam a história das instituições que tiveram como sede o Colégio do Espírito Santo, principal edifício da universidade alentejana.

Num investimento de 40 milhões de euros, o PCTA, que terá centro em Évora e pólos em Beja, Santarém, Portalegre e Sines, assenta na Rede de Ciência e Tecnologia do Alentejo (RCTA) e organiza em rede todas as unidades de investigação científica e centros tecnológicos da região.

O consórcio para implementação do parque, que integra um total de 21 parceiros, já apresentou uma candidatura a fundos comunitários para o financiamento do projecto, através do INALENTEJO.

“Um grande número de empresas vai estar envolvida no PCTA e não podemos esquecer que Évora vai ter um cluster aeronáutico”, disse Jorge Araújo, considerando que as energias renováveis, particularmente a solar, e a indústria do turismo são outras áreas a ter em conta.

“Naturalmente que é em diálogo, em parceria e em cumplicidade com estes clusters industriais que nós podemos olhar para o futuro”, acrescentou.

A criação de um curso de medicina na Universidade de Évora é para o reitor da academia alentejana outra das “portas para o futuro” da instituição.

“Nós temos uma ambição maior que não é só a medicina. Queremos distinguir-nos de outras universidades, trazendo para Évora o diálogo das medicinas”, afirmou, defendendo a necessidade de se desenvolver um diálogo científico entre a medicina ocidental e a tradicional chinesa.

“Eu quero fazer com que a universidade de Évora seja uma universidade completa também com as ciências da saúde na sua plenitude”, acentuou.

A Universidade de Évora foi fundada em 1559, 22 anos depois da Universidade de Coimbra, numa ideia original de D. João III, mas concretizada pelo Cardeal D. Henrique.

Duzentos anos após a fundação, a instituição encerrou, em consequência do decreto de expulsão dos jesuítas, a quem estava confiado o Colégio do Espírito Santo.

Só em 1973, por decreto do então ministro da Educação Nacional Veiga Simão foi reinstalada em Évora uma instituição universitária, tendo as aulas recomeçado dois anos depois, a 10 de Novembro.

SYM.

Lusa/Fim.

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