Estudo do Perfil do Visitante / Turista do Alentejo

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Principais Conclusões – Estudo do Perfil do Visitante

Tendo sempre presente as fragilidades desta primeira recolha, bem como a sua incidência exclusiva sobre o Inverno 2011, podem-se sistematizar as seguintes ilações gerais no que respeita ao perfil dos visitantes:

· Ligeira predominância do género masculino (53,6%);

· Forte concentração de visitantes com idades compreendidas entre os 25 e 54 anos (78,7), sendo que o escalão predominante foi o de 35 a 44 anos (31,9%);

· Grande supremacia dos visitantes casados (76,8%);

· Elevada preponderância dos visitantes internos (residentes em Portugal), os quais representaram 70,5% do total, sendo sobretudo provenientes dos distritos de Lisboa (26,7%) e de Setúbal (6,7%);

· A Espanha liderou amplamente no caso dos visitantes residentes no estrangeiro (13,7%), notando-se uma dispersão marcante pelos restantes mercados; em termos das zonas de residência em Espanha, o destaque centra-se nas regiões transfronteiriças e em Madrid;

· Os níveis de rendimento mensal dos visitantes localizaram-se maioritariamente entre 1001 e 3500 Euros;

· A procura foi composta essencialmente por indivíduos que estavam empregados (80,6%), sobressaindo dentro destes o grupo dos quadros superiores; este último aspecto ajuda a explicar a razão porque 52,1% dos visitantes tinham habilitações literárias correspondentes a um título superior;

· Os turistas predominaram no Alentejo (65,4%); contudo, a desagregação não concretizada dos movimentos intra-regionais, poderá conferir uma desagregação distinta dos visitantes;

Passando aos aspectos relacionados com a viagem, podem-se reter as seguintes notas:

· A via rodoviária assumiu-se como a principal acessibilidade à região, com a utilização da viatura própria a predominar (718%), seguindo-se a viatura alugada (9,7%);

· A permanência média na região foi de 3,2 noites;

· A viagem para o Alentejo realizada com mais frequência em grupos de uma a três pessoas (39,3%), sendo que a companhia mais frequente da deslocação foi o outro membro do casal (45,5%) e outros familiares/amigos (40,5%);

· O gasto médio por pessoa/dia (turista e excursionista) foi de 60,5 Euros;

· Os meios de alojamento colectivo representaram a opção de pernoita para 70% dos turistas da região, sobressaindo a posição da hotelaria (aproximadamente 45% das escolhas);

· No caso dos alojamentos privativos (30% do total), destacaram-se as opções pela casa de familiares/amigos (18,4%) e pela segunda residência (6,1%);

No domínio da recolha de informações sobre a região, a principal fonte foi constituída pelo grupo dos familiares/amigos (41,3%), seguindo-se a Internet (16,9%); a reserva individual dos serviços turísticos através da Internet foi a forma de reserva mais utilizada (53,4%), sendo o serviço de alojamento e pequeno-almoço o mais requisitado (54,5%). Assinale-se ainda que dos visitantes que efectuaram reservas, 10,3% marcaram no próprio dia da deslocação, enquanto 58,1% apresentaram um intervalo inferior a um mês entre a data da reserva e a realização da viagem.

Finalmente, no âmbito das motivações e da experiência usufruída, pode-se sublinhar os seguintes pontos:

· A maioria das deslocações ao Alentejo inseriu-se no âmbito da motivação ligada ao lazer/gozo de férias/ recreio (78,1%), seguindo-se as visitas a familiares/amigos (12,6%) e os motivos profissionais e de negócios (3,6%);

· A vista ao Alentejo foi em 71,4% das ocorrências efectuada numa lógica de mono destino;

· As expectativas dos visitantes chegados ao Alentejo eram moderadas (51,9% das citações), mas a avaliação final foi amplamente favorável, com 97% dos inquiridos a referirem satisfação com o destino, sendo que 55,5% indicaram mesmo que estavam muito ou extremamente satisfeitos;

· A intenção de regresso ao destino teve uma cotação elevada (88,5% de menções), bem como o desígnio de remendar o destino a familiares ou amigos (78,2%);

· Foi particularmente simétrica a desagregação entre os visitantes que efectuavam a primeira viagem ao Alentejo e os que a repetiam; no caso destes últimos, verificaram-se muitas situações de repetições frequentes;

· As actividades mais praticadas pelos visitantes do Alentejo centraram-se sobretudo nas visitas culturais (18,3%), no descanso (16,5%), nas experiências gastronómicas (14,1%) e nas visitas ao património natural (11,1%);

· As praias (4,17), a tranquilidade (4,05) e o património natural e paisagísticos (4,05) foram, numa escala de 1 a 5, os atributos do Alentejo mais valorizados pelos visitantes.

Como ressalva final, relembre-se que os presentes resultados não possuem um carácter final para o ano de 2001, incidindo sobre o denominado período de Inverno, pelo que interessará proceder ao confronto directo com os obtidos para o período de Verão. Será a justaposição entre as duas recolhas que facultará a aproximação aos resultados finais para o ano de 2011.

Turismo do Alentejo, E.R.T.

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