Gripe A H1N1: Espanhóis procuraram Tamiflu nas farmácias de Elvas em Julho e Agosto, agora compram desinfectantes

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Elvas, Portalegre, 14 Set (Lusa) – As farmácias da cidade raiana de Elvas, a poucos quilómetros de Badajoz (Espanha), têm registado uma afluência significativa de clientes espanhóis que procuram Tamiflu, medicamento contra a gripe A que em Espanha foi retirado do mercado.

“Em finais de Julho e durante o mês de Agosto, registámos uma afluência significativa de pessoas que viajavam da vizinha cidade de Badajoz e nos perguntavam se vendíamos Tamiflu. Como só vendemos mediante a apresentação de receita médica, poucos foram os que compraram”, disse à agência Lusa o técnico da Farmácia Moutta, localizada no coração da cidade de Elvas.

O mesmo técnico refere que a procura, nessa altura, se ficou a dever principalmente “às viagens de férias para destinos internacionais mais afectados pela gripe”. Os espanhóis procuravam o medicamente como medida preventiva e não como tratamento da doença, explica.

“Este mês a procura diminuiu bastante, talvez porque foi passada a mensagem de que não vendemos sem receita médica, que pode ser prescrita no país vizinho. Têm é de a apresentar”, esclarece.

Já actualmente, conta o técnico da Farmácia Moutta, há uma procura bastante significativa de desinfectantes, “para os habitantes locais e também para jardins-de-infância e escolas”. “Curiosamente, as máscaras faciais não têm tanta procura”, acrescenta.

Na Farmácia Rosado e Silva, a técnica responsável confirmou que os espanhóis entram e perguntam pelo Tamiflu, mas à semelhança do que acontece na Farmácia Moutta “não compram, porque não se fazem acompanhar da receita médica”.

Na periferia da cidade de Elvas, na Farmácia Calado, a afluência de espanhóis à procura do antiviral é inexistente.

“Não temos nenhum episódio dessa natureza”, assegurou o técnico responsável.

O governo espanhol retirou o Tamiflu do mercado, passando a distribuição deste antiviral a ser feita apenas por hospitais e centros de saúde, uma medida justificada pela necessidade de evitar que uma eventual tendência para a automedicação possa ser ainda mais prejudicial para o combate à Gripe A.

AYRM.

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