Juventude Socialista de Elvas – Comunicado de Imprensa

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A Comissão Política Concelhia da Juventude Socialista de Elvas vem por este meio expressar o seu descontentamento e repúdio pela decisão do Governo PSD/CDS em abandonar o Projecto da Alta Velocidade.

Esta decisão traz consigo um impacto extremamente negativo para todo o Alentejo, pondo em causa a criação de  milhares de postos de trabalho e de emprego jovem, demonstrando mais uma vez que as políticas de emprego não são uma prioridade para este Governo.

Não podemos esquecer ainda o profundo impacto negativo que esta decisão acarreta a nível do transporte de mercadorias, impedindo assim o desenvolvimento da economia por estas paragens, que também através da construção da Plataforma Logística Multimodal o anterior Governo PS pretendia desenvolver o nosso distrito.

Não esqueçamos ainda os despedimentos colectivos já anunciados nas empresas cujas  obras já haviam sido adjudicadas, tal como o pagamento de avultadíssimas indemnizações que os contribuintes portugueses irão ter de pagar a essas mesmas empresas, em virtude de incumprimentos contratruais. A somar a tudo isto, com esta decisão do Governo PSD/CDS demonstrou-se uma clara atitude de falta de respeito pela palavra dada e pelos compromissos assumidos com o Governo Espanhol, pondo-se assim em causa as boas relações ibéricas que sempre nos caracterizaram.

Por outro lado, a esperança de melhores dias para as empresas do sector da construção sediadas na nossa região fica assim completamente abalada ao verem “por água abaixo” quaisquer prespectivas de negócios já vislumbradas.

Esta  decisão do Governo PSD/CDS de abandonar o TGV é absolutamente incompreensível e lamentável demonstrando que também em matéria de política de transportes este Governo PSD/CDS não encontra qualquer rumo.

De facto, nós ainda estamos recordados que já numa cimeira em Espanha, o ministro Álvaro havia dito à sua homóloga espanhola que era intenção do Governo  rever o Projeto, mas agora o que acabou por afirmar é que vai acabar com ele! Haja coerência! Por outro lado, a coligação PSD/CDS não pode tomar estas atitudes depois de o presidente da Comissão Europeia- Durão Barroso- confirmar e reafirmar a importância do projeto da Alta Velocidade para Portugal e para a União Europeia e depois de o próprio ministro da Economia ter concordado com tal posição.

Efectivamente, muito se tenta especular em relação à existência ou não de meios económicos para o financiamento do projecto, e a verdade é que existe dinheiro para ele e se não avançarmos com a obra vamos perder 1200 milhões de euros num projeto que se sustenta a si próprio e porque temos fundos comunitários, ao mesmo tempo que temos garantido um empréstimo do Banco Europeu de Investimentos.

Deste modo, se o projeto do TGV não for concretizado, Portugal perderá 1200 milhões euros de fundos comunitários e retarda o seu desenvolvimento, não assegurando de igual forma o desenvolvimento do Porto de Sines por ausência de concretização da componente de mercadorias que está associada ao projecto.

Se o projeto não for concretizado, não se cria emprego num momento em que o desemprego atinge gravemente os setores da construção e dos serviços e o país transmite a ideia de que não tem modelo de desenvolvimento económico. Por esta via, o actual Governo dá, mais uma vez, claros e evidentes sinais de abandono completo da economia.

Finalmente, não se compreende que o Governo, neste momento, não esteja a dizer que vai exercer o dever e o direito de recurso do Parecer do Tribunal de Contas o que só prova que este facto é uma mera desculpa do Governo PSD/CDS para o abandono do Projecto e que este sempre foi um desejo seu: acentuar a interioridade do país, trazendo consigo um aumento do índice de desertificação.

Prova-se assim que para este Governo existem portugueses de primeira e de segunda categoria. Facto inegável, é que somos uma região com fraca densidade populacional, logo valemos poucos votos em altura de eleições. Fosse este o parecer  do Tribunal de Contas num projecto destinado para o Litoral, certamente que a atitude de impassividade e serenidade do Governo não iria ser esta!

A Comissão Política Concelhia da JS de Elvas

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