Mora: Município reclama ajuda do Estado para conclusão de novo lar de idosos

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moraMora, Évora, 24 fev (Lusa) – O presidente da Câmara de Mora (Évora) reclamou hoje ajudas do Estado para um novo lar de idosos na freguesia de Pavia, cuja construção se iniciou há cerca de seis anos, num investimento de 1,3 milhões de euros.

Contactado pela Agência Lusa, o diretor do Centro Distrital de Segurança Social de Évora, José Oliveira, explicou que o apoio a obras sociais, através do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES), depende da taxa de cobertura dos concelhos.

Iniciado em 2004, o novo lar de idosos de Pavia, onde a Santa Casa da Misericórdia local prevê investir um total de 1,3 milhões de euros, deverá abrir portas em junho deste ano, com capacidade para 28 utentes.

“O concelho de Mora é dos locais onde existe a maior taxa de cobertura de lares de idosos”, disse José Oliveira, alegando que o PARES “procura uniformizar, em função das necessidades de cada concelho, a construção de equipamentos sociais”.

Admitindo “que a taxa de cobertura dos equipamentos sociais não é adequada às necessidades da população”, o mesmo responsável considerou, no entanto, que “não faz sentido que haja um concelho que tenha 20 [equipamentos] e outro que não tenha nenhum”.

Já o presidente do município de Mora, Luís Simão, disse à Lusa que discorda dos argumentos de José Oliveira e garantiu que, no concelho, existem “cerca de 400 possíveis utentes à espera de entrar para lares de terceira idade”.

“Das obras que propusemos para o Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) aquela que seria mais premente para o nosso concelho é precisamente o lar de idosos”, afirmou o autarca alentejano.

Luís Simão advertiu ainda para os problemas sociais que resultam do atraso da conclusão da obra, observando que existem habitantes do concelho de Mora que “só tiveram vaga num lar de Portel”, a cerca de 100 quilómetros de distância.

“As pessoas são obrigadas a sair do local onde sempre viveram e os familiares deixam de as visitar”, considerou.

Também em declarações à Lusa, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pavia, António Miguel Matos, lamentou a ausência de verbas do Estado para a conclusão do novo lar de idosos.

“A primeira fase da obra ainda foi financiada pela Segurança Social, em 125 mil euros. Depois apresentámos diversas candidaturas, mas acabámos sempre por não ser contemplados”, referiu.

Perante a falta de financiamento por parte do Estado, a instituição recorreu a um empréstimo bancário, no valor de 800 mil euros, para avançar para a segunda fase da obra, que se reiniciou em maio de 2008.

“Se não tivermos apoios do Estado durante dois ou três anos, em que pedimos carência de capital, não vamos ter dinheiro para pagar quando começarmos a amortizar o empréstimo”, avisou.

Atualmente, a Santa Casa da Misericórdia de Pavia presta serviços de Centro de Dia e Apoio ao domiciliário a cerca de 40 utentes, dando emprego a cerca de 20 funcionários.

SYM.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Tudoben

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