Mora/PME: Empresa Medirm quer abrir em Mora centro para esterilização de material médico

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artigos_medicosMora, Évora, 21 fev (Lusa) – A empresa familiar Medirm, fabricante e exportadora de material médico para a Europa, pretende abrir em Mora (Évora) um centro de esterilização por óxido etileno e vapor, num investimento de 2,2 milhões de euros.

“É um método de esterilização que já é considerado ‘standard’ na Europa e queremos instalar um centro em Mora, porque em Portugal penso que só existe um, mas apenas para uso próprio dessa empresa”, adiantou à agência Lusa Liliana Júlio, sócia da Medirm.

A ideia desta Pequena e Média Empresa (PME) alentejana, segundo avançou a administradora, é que este centro, para esterilização de dispositivos médicos, possa ser usado, não apenas pela Medirm, mas também por outras empresas.

“Pode haver outras empresas, em Portugal ou em termos internacionais, que necessitem deste tipo de serviço e que, depois, nos podem contactar para lhes fazermos essa esterilização”, afirmou.

Apesar de realçar a pertinência do equipamento, por enquanto, Liliana Júlio prefere não avançar datas para a abertura do centro de esterilização por óxido etileno e vapor.

Contudo, o projeto, orçado em perto de 2,2 milhões de euros, está em desenvolvimento na empresa: “Temos [esse] projeto em curso, mas é um projeto”.

“Vamos ver, porque não depende só de nós, mas também de muitos agentes exteriores”, limita-se a acrescentar, ciente de que o “segredo” é a “alma do negócio”.

Sem “raízes” em Mora, a família de Liliana, da zona de Sintra, optou por este concelho alentejano para se instalar porque a câmara municipal local, assegura a administradora, “foi a única que mostrou interesse no projeto”.

Já com dois anos de produção efetiva “atrás das costas” o balanço é “muito positivo”, permitindo a esta empresa continuar e solidificar um negócio iniciado na Suíça.

“Tudo começou numa troca de ideias entre mim e o meu irmão, na Suíça, onde já tínhamos uma pequena unidade fabril de dispositivos médicos. Havia bastante procura, mas tínhamos a dificuldade de trabalhar sempre com os produtos e a marca de outras empresas”, relatou.

O país de origem, Portugal, onde existem “mais” apoios “ao investimento” foi a escolha natural e a “ajuda encontrada em Mora” permitiu avançar com o negócio.

“Mora está muito bem situada. Estamos muito perto de Espanha e, semanalmente, temos camiões a carregar para a Europa. Não temos qualquer problema, nem demora de entregas”, argumentou, asseverando que, aos poucos, a empresa conseguiu recuperar os mercados que detinha quando estava baseada na Suíça.

RRL.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Tudoben

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