Odemira “ganha” Unidade Móvel para prestar assistência nas freguesias mais isoladas

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O concelho de Odemira, o mais extenso do país, dispõe a partir de hoje de uma Unidade Móvel de Saúde, viatura apetrechada com meios técnicos e humanos para prestar assistência à população das freguesias mais isoladas.

    A viatura resulta de um protocolo de cooperação assinado hoje entre a Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARS Alentejo), a Santa Casa da Misericórdia e o município de Odemira.

 Rosa Matos, presidente da ARS Alentejo, destacou à agência Lusa a importância desta parceria, que permitirá melhorar a assistência médica e de enfermagem em “algumas das freguesias mais distantes e isoladas” do concelho de Odemira, o de maior área do país (1.720 quilómetros quadrados).

    “Vamos repartir os meios e os custos e isto é muito bom. Mostra que a Santa Casa da Misericórdia e a Câmara Municipal se preocuparam em fazer parte da solução e, se trabalharmos em conjunto, os doentes só têm a ganhar porque conseguimos levar os cuidados de saúde às pessoas que deles necessitam”, disse.

    Dotada de uma médica e de um enfermeiro, a Unidade Móvel de Saúde pretende garantir uma maior acessibilidade e melhor qualidade na prestação de cuidados de saúde, em Medicina Geral e Familiar, à população do concelho.

    Cuidados médicos e de enfermagem, apoio domiciliário, vigilância de programas de saúde (diabetes, hipertensão, entre outros) e do estado de saúde dos grupos mais vulneráveis, cuidados a acamados, rastreios, plano de vacinação e saúde escolar são algumas das valências do novo serviço.

    “O objectivo é levar toda esta assistência à população de muitas das freguesias mais distantes da sede de concelho, onde existe uma percentagem significativa de pessoas sem médico de família”, salientou Rosa Matos.

    A presidente da ARS qualificou ainda este novo equipamento como “uma grande mais-valia” para um concelho como o de Odemira, em que, além da extensão territorial, “mais de um terço da população tem mais de 65 anos, os idosos têm falta de recursos económicos e não existe uma rede de transportes adequada”.

    A entrega da viatura, devidamente apetrechada, coube à ARS, que tem também a seu cargo a elaboração do Plano de Funcionamento da Unidade Móvel e a atribuição de 3.500 euros por mês à Santa Casa da Misericórdia de Odemira.

    Já o município, irá atribuir à Santa Casa da Misericórdia 18 mil euros, a pagar em 12 meses, e assegurará o motorista, o combustível necessário ao funcionamento e a manutenção da Unidade Móvel de Saúde.

    A Santa Casa da Misericórdia, por seu turno, compromete-se a afectar ao funcionamento da Unidade Móvel de Saúde um médico e um enfermeiro, que assumirão, em cada caso, um total de 35 horas semanais.

    Um psicólogo e um terapeuta ocupacional/fisioterapeuta são os outros profissionais que a Misericórdia se compromete a afectar ao serviço, de acordo com as necessidades da população.

    Esta é a segunda Unidade Móvel de Saúde do distrito de Beja (junta-se à de Ourique, em funcionamento) e a quinta do Alentejo.

    No distrito de Évora funcionam duas (Évora/Montemor-o-Novo e Borba) e no de Portalegre opera uma (Nisa), tendo a ARS programado ainda distribuir mais “cinco ou seis” viaturas idênticas pela região.

   

    RRL.

    Lusa/Tudoben

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