Odemira: Onze escolas primárias desativadas vão ser convertidas em ‘Open Resort’
Onze antigas escolas primárias de Odemira, atualmente desativadas, vão ser convertidas em alojamentos turísticos, num conceito de “Open Resort”, graças a um projeto que pretende aproveitar o património edificado e natural, enquanto contribui para o desenvolvimento da região.
Num investimento de 1,5 milhões de euros, o projeto é da Fundação Odemira, a quem o município local cedeu os edíficios escolares rurais com o objetivo do seu aproveitamento turístico, recuperando e aproveitando os espaços vazios, enquanto se constituem mais espaços de formação em contexto de trabalho.
O presidente da Fundação Odemira, Francisco Antunes, explicou hoje à Agência Lusa que sob a alçada desta instituição e como uma das principais atividades está a Escola de Formação Profissional de Odemira, onde o turismo, a hotelaria e a restauração são áreas de especialização.
Nesse sentido, o responsável avançou que já há uma “gestão conjunta do Hotel D’Aroeira, na área dos elementos e bebidas”, numa ação “tipo hotel-escola”, funcionando como “formação em contexto de trabalho”, algo que agora quer aplicar no “Open Resort – Casas de Campo d’Odemira”.
“As escolas foram doadas à Fundação Odemira com um ónus e o ónus era que fossem transformadas em alojamento turístico e que nelas se executasse formação em contexto de trabalho”, disse Francisco Antunes, corroborado pelo presidente do município, José Alberto Guerreiro.
“Achámos que seria uma boa forma proceder à recuperação destas escolas, permitindo a criação de uma oferta turística e gastronómica ligada aos hábitos e às tradições, mas também permitindo uma formação em contexto de trabalho”, sublinhou o autarca.
Distribuídas por diferentes zonas do concelho, as futuras “Casas de Campo” pretendem valorizar as três grandes apetências do território: o património natural, o espelho de água de Santa Clara e a costa.
O conceito de “Open Resort” surgiu, esclareceu o responsável da Fundação Odemira, por este ser um projeto “aberto ao território, aberto ao diálogo das populações envolventes e aberto às virtudes da oferta instalada, quer cultural, humana, social, quer económica”.
A ideia é que haja interação entre visitantes e habitantes locais, permitindo que se conheçam as artes, o artesanado, a cultura, os hábitos e que “troquem informações e convivam”.
Completando o “produto turístico”, a Fundação Odemira já tem projetados “passeios na natureza” que interligam as “Casas de Campo” em rede, bem como outros programas de observação de aves e da fauna em geral.
O investimento na reconversão dos edifícios escolares em locais de estadia está estimado em 1,5 milhões de euros, estando a Fundação Odemira a preparar candidaturas a diversos sistemas de incentivo financeiro.
O projeto do “Open Resort – Casas de Campo d’Odemira” vai ser hoje apresentado pelas 18:00, na Casa do Alentejo, em Lisboa, no âmbito da semana dedicada ao concelho alentejano, organizada pela Fundação Odemira.
AYN.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Tudoben
